Não existe nenhum problema com múltiplos absolutos dentro de uma única categoria, a gente faz o mesmo com as múltiplas dimensões espaciais, não quer dizer que elas sejam no mesmo nível, apenas que categorizar dessa forma parece evitar postular categorias desnecessária.primeiramente, ja deixo claro que me incomoda bastante que várias Realidades Últimas com uma ontologia maior que as outras estejam na mesma tier (Nous e Bem-Uno, por exemplo)
Como eu disse, isso aqui é de extrema irreflixibilidade, até dentro do sistema NeoPlatonico no Uno existe algo Análogo a vontade, isto é, pela sua henologia negativa em referente ao próprio absoluto para ele não ser absolutamente nada. Para mim, esse tipo de identidade pura imediata é bastante ridícula também. Não que eu quero excluir ela, mas ela é filosoficamente e teologicamente pobre.a tier omega é a realidade da simplicidade absoluta. aqui, não existem partes, causas ou processos, existe apenas a identidade pura. signfica habitar o ponto onde pensador, o pensamento, a vontade e tudo o mais colapsam em um ato único e eterno.
E novamente, o sistema deveria(especificamente a tier Ômega) deveria ser flexível, um sistema de classificação, na minha visão, deve atuar como um Metassistema. Isso significa que a tier precisa ser capaz de abrigar diferentes modelos de realidade, a descrição proposta excluir muitas visões do que seria absoluto e se torna bastante arbitrária. Isso desqualificaria quase todas as representações de "Deus" em obras de ficção e em teologias voluntaristas. Nossa descrição na wiki deixa bem claro também,quea criação é uma mera consequência da perfeição dessa entidade.
Sinceramente, vejo isso como desnecessário. A discussão em si, ao meu ver, deveria, talvez, se concentrar em discutir a necessidade de uma nota adicional para explicar que, possivelmente, existem diferenças de poder dentro da camada ômega, assim como na camada transcendente, que não possui subcategorias, mas presumivelmente todos os personagens abarcados nesse nível não são igualmente fortes. O objetivo central do sistema, enquanto totalidade, seria mais enxuto e não necessitaria de subcategorias desnecessárias, em especial nesses níveis mais altos. Portanto, um wiki oferece níveis diferentes dentro de um mesmo nível, sem a necessidade de subcategorias, mas sim várias vias para alcançar o nível. Porém, em nenhum momento é realmente suposto que todas essas vias sejam iguais.em primeiro lugar, ja deixo claro que me incomoda bastante que várias Realidades Últimas com uma ontologia maior que as outras estejam na mesma camada (Nous e Bem-Uno, por exemplo), mas, tudo bem. minha proposta para o nível Omega é o ato puro:
a tier omega é a realidade da simplicidade absoluta. aqui, não existem partes, causas ou processos, existe apenas a identidade pura. signfica habitar o ponto onde pensador, o pensamento, a vontade e tudo o mais colapsam em um ato único e eterno.
neste nível, a distinção entre essência (o que é uma entidade) e a existência (o fato de ela ser) desaparece completamente. não é que a entidade possua sabedoria ou tem poder; ela é o próprio padrão pelo qual a sabedoria e o poder existem. é uma atividade imobiliária. uma presença tão plena que transborda e gera toda a realidade sem necessidade de esforço ou intenção deliberada. a criação é uma mera consequência da perfeição dessa entidade. ele não muda, não reage, não sente, e não está sujeito a tempo ou espaço, pois ele é uma condição de possibilidade de todas essas coisas. nele, "ver" e o "visto" são um só; não há dualidade entre o criador e a criatura no seu nível de realidade.
nos exemplos da camada Omega, essa nova definição tiraria o Absoluto de Leibniz e o Absoluto de Hegel da camada Ômega (apesar de que eu acho injusto colocá-los na categoria Transcendente, pq ambos os Absolutos possuem características que precedem em muito qualquer coisa da camada Transcendente
Isso apenas pressupõe a superioridade de um framework sem demonstrar ele. Não existe ponto de apoio que valide um único modelo de racionalidade como o terminus da hierarquia, a legitimação é sempre a posteriori, determinada pela eficácia explicativa. Se preferirmos a simplicidade absoluta como critério Omega estariamos confundindo economia cognitiva com verdade metafísica, por isso acredito que devemos optarmos por soluções simples porque são fáceis de operar, não porque reflitam a estrutura última do real. Uma simplicidade que não tem substância falha, até mesmo o Origines que argumentava que o Nous era o verdadeiro ato supremo, colocava que o Uno seria um onoma monon, já que estaríamos postulando algo que não é um Ser, seria postular Nada, logo seria literalmente igual ao Nada, não poderia sustentar nada e nem ter capacidade de emanar / nem ser perfeito. E o pior, se levarmos a simplicidade do Ato Puro ao limite, chegamos ao problema que o próprio Plotino identificou em Aristóteles, o pensamento que pensa a si mesmo é uma dualidade, falhando no critério de simplicidade absoluta que você mesmo exige. O Ato Puro neoplatônico, já não seria Ato Puro. Você usou um framework para refutar outro, mas seu critério refuta seu próprio Ato Puro. E sobre Hegel e Leibniz, isso seria verdade apenas dentro do framework que você propõe, tu quer usar regras de um sistema para condenar outro. Aqui eu proponho o inverso, a unidade incondicionada que você propôs é indistinguível do Puro Nada por ausência total de determinidade, igual ao Ser de Parmenides ou o Advaita Vedanta. Um Omega sem autodeterminação não é o pico da hierarquia; é um abismo / abgrund onde todo conteúdo desaparece. E nenhum desses sistemas perde para o Ato Puro. Eles simplesmente jogam com regras diferentes, e não há árbitro neutro. Por isso devemos ser o mais versátil possível para o sistema ser competitivo e ter uma maior variedade de personagens dentro de um framework neutro. Então não devemos adotar um framework plotiano ou algo assim, devemos assimilar ele, junto com outros frameworks, igual já acontece no sistema. O Origines, que suponho que deve ser quem ele esta usando, mesmo propôs que um Uno que é “hyperousias” ao ponto de ser indeterminado torna se anupostaton / que é algo sem substancia real. E é isso que proponho, mantermos um sistema aberto a múltiplos frameworks, reconhecendo que a realidade possui inesgotabilidade cognitiva, sempre haverá fatos que as formulações atuais não capturam. Um sistema fechado no Ato Puro como Omega (que foi um dos piores interpretadores de Plotino) congelaria a hierarquia num paradigma que já foi internamente desafiado (por Plotino contra Aristóteles, por Orígenes contra Plotino, por Hegel contra todos, pelo Saivismo contra o Advaita Vedanta).primeiramente, ja deixo claro que me incomoda bastante que várias Realidades Últimas com uma ontologia maior que as outras estejam na mesma tier (Nous e Bem-Uno, por exemplo), mas, tudo bem. minha proposta para a tier Omega é o ato puro:
a tier omega é a realidade da simplicidade absoluta. aqui, não existem partes, causas ou processos, existe apenas a identidade pura. signfica habitar o ponto onde pensador, o pensamento, a vontade e tudo o mais colapsam em um ato único e eterno.
neste nivel, a distinção entre essencia (o que a entidade é) e a existência (o fato de ela ser) desaparecem completamente. não é que a entidade possui sabedoria ou tem poder; ela é o próprio padrão pelo qual a sabedoria e o poder existem. é uma atividade imóvel. uma presença tão plena que transborda e gera toda a realidade sem precisar de esforço ou intenção deliberada. a criação é uma mera consequência da perfeição dessa entidade. ele não muda, nao reage, nao sente, e não está sujeito a tempo ou espaço, pois ele é a condição de possibilidade de todas essas coisas. nele, "ver" e o "visto" são um só; não há dualidade entre o criador e a criatura no seu nivel de realidade.
nos exemplos da tier Omega, essa nova definição tiraria o Absoluto de Leibniz e o Absoluto de Hegel da tier Ômega (apesar de que eu acho injusto colocar eles na categoria Transcendente, pq ambos Absolutos possuem características que precedem em muito qualquer coisa da camada Transcendente
Este não é exatamente o local para fazer esse tipo de pergunta.para
Então é para mandar sobre a Analise ou coisa assim? Pois sé for eu tenho lá a parte de explicação de digimon que acho que tem no discord do alonik ou coisa assim. Desculpe por aquilo novamenteEste não é exatamente o local para fazer esse tipo de pergunta.
Asseidade: O Ômega é ele mesmo sua própria causa, ou seja, é o não-criado. Esta premissa deve ser aceita para que se compreenda todas as outras perfeições.
Infinidade: A Causa Primeira tem de ser infinita, pois sua premissa é que ela é a origem de todas as coisas. Isso não exclui nem espaço, nem tempo, nem qualquer propriedade mensurável, e portanto ela é tudo. Sendo tudo, não pode haver nada alheio à ela ou que não esteja contido em si, e portanto resta somente ela mesma em Unidade Perfeita.
Eternidade: Como já dito, a "Causa Sui", ou Causa Primeira, é a origem de todas as coisas, sua própria causa, e portanto não pode ela mesma ter um começo ou origem, pois do contrário caímos em uma regressão infinita, que fere o princípio de uma existência plenamente acausal e não-gerada.
Perfeição: O Primeiro Motor tem que ser perfeito, pois nada pode lhe faltar. Aquele que existe por si mesmo deve ser necessariamente perfeito, tendo tudo nele próprio, se algo não é contido pela sua essência isso implica em uma existência que não contém todas as propriedades.
Simplicidade: Deus é Uno, e seu ser é idêntico a seus atributos, assim como a existência é idêntica a seu ser. Dois infinitos se excluem e se contradizem, duas perfeições nada tem para distinguir-se uma da outra, tem-se assim que o Ser é uno.
Imutabilidade: Sendo perfeito, ele não pode ter a necessidade de adquirir o que quer que seja, e portanto ele é e contém tudo, seja em potencial ou em ato. Alguma coisa estranha a sua natureza não pode vir a existir, pois seria uma afronta a sua perfeição, então a necessidade é que o Ser seja totalmente atual, sem potencial para mudança ou movimento além do mesmo.
Crie no fórum de conteúdo, e mande sua análise lá,e leia o que está na nosso wiki sobre digimos, ou conversa com os moderadores de digimon da wikiEntão é para mandar sobre a Analise ou coisa assim? Pois sé for eu tenho lá a parte de explicação de digimon que acho que tem no discord do alonik ou coisa assim. Desculpe por aquilo novamente
Conforme Lloyd Strickland na obraa descrição do Ômega exige que a entidade seja identicamente um com seus atributos. Leibniz, porém, estabelece divisões funcionais no ser de Deus e o descreve como um "recipiente" de verdades:
"Há em Deus a Potência, que é a fonte de tudo, depois o Conhecimento, que contém o pormenor das Ideias, e finalmente a Vontade, que faz as mudanças ou produções segundo o princípio do melhor"
"O Entendimento de Deus é a região das verdades eternas, ou das ideias de que elas dependem"
Quanto a que Deus teria deliberado comoo Ômega deve ser "totalmente atual" e sem movimento. porém, o Absoluto de Leibni é definido por atos de deliberação e produção:
"Como há uma infinidade de universos possíveis nas ideias de Deus e só pode existir um deles, é preciso que haja uma razão suficiente da escolha de Deus"
Primeiro, Leibníz estabelece umaa descrição do Ômega afirma que nada pode ser alheio ou superior a Deus. para Leibniz a Harmonia é um requisito com ao qual Deus está sujeito:
"A razão da harmonia é nada[...] ela é o dado primordial, o requisito último de todas as coisas, incluindo o próprio Deus"
Leibniz afirma que "Deus não fez o seu próprio entendimento" e "não fez a harmonia universal", pois ela é "eterna e incriada".
Embora o sistema de Leibniz reconheçapara o tier Ômega, há esse critério: "resta somente ela mesma em Unidade Perfeita". o sistema de Leibniz é pluralista. a Monadologia responde ao "intento de elaborar um sistema filosófico pluralista". Leibniz distingue Deus (unidade primitiva) das mónadas criadas, que são "produções" e nascem por "fulgurações contínuas". são dependentes, mas elas possuem "qualidades intrínsecas que lhes são próprias"
O movimento presente no Devir, é Atemporal, retirando um pouco do fato que este é apenas o início da categoria do ser. Hegel, conforme exposto na Ciência da Lógica, estabelece que o Ser puro e o Nada puro são, em sua abstração inicial, a mesma vacuidade, e sua verdade é o Werden (Devir). esse movimento não deve ser confundido com a sucessão cronológica ou com a mutabilidade finita de entes particulares, a qual se referimos como Kinesis do grego, o movimento de mudança de estados,pois a lógica é a exposição de Deus "em sua essência eterna, antes da criação da natureza e de um espírito finito", o movimento lógico é uma gênese genética do conceito onde da ategorias se deduzem por uma necessidade interna.em relação ao Espirito Absoluto:
"Pure being and pure nothing are therefore the same. The truth is neither being nor nothing, but rather that being has passed over into nothing and nothing into being. Their truth is, therefore, this movement[...] becoming."
o Ser Puro e o Nada Puro colapsam um no outro, e a verdade absoluta deles é o movimento constante de transformação ( o devir).
para o Tier Ômega não há "potencial para mudança ou movimento". o Absoluto de Hegel é o movimento.
Isso é da simplicidade, que foi retirada."The Absolute is the unity of existence and essence, of the inner and the outer[...] but this unity is at the same time the differentiation of itself."
o Absoluto de hegel é uma unidade, mas uma unidade que só é real porque se diferencia internamente em vários momentos.
a Tier Ômega afirma que "duas perfeições nada têm para distinguir-se". Hegel afirma que o Absoluto precisa da distinção.
A natureza desse "Resultado" não é temporal, mas lógica. Hegel afirma que o Absoluto é essencialmente um resultado porque ele é a automediação que retorna a si mesma,ele é o "Alfa e o Ômega" simultaneamente. O processo de desenvolvimento não é uma geração cronológica a partir de um antecedente externo, mas a autodeterminação da Ideia que, ao final (logicamente falando), demonstra que o seu começo já era ela própria em sua forma imediata. Como ele o explica na Ciência da Lógica, o começo é a "imediação pura", mas o sistema completo revela que essa imediação é, na verdade, mediada por todo o processo. Assim, dizer que o Absoluto é um resultado não implica que ele "veio a ser" em um momento do tempo onde antes não existia, mas que sua verdade plena só é apreendida quando o processo de sua manifestação é compreendido como uma totalidade orgânica."The true is the whole. However the whole is only the essence completing itself through its development. This much must be said of the absolute: it is essentially a Result, and only at the end is it what it is in truth."
a verdade absoluta não está no início, mas é o resultado final de um longo processo de desenvolvimento e auto-realização.
o Ômega é "não-gerado" e não tem começo. o Absoluto de Hegel é um "Resultado".
A negatividade é o poder criativo do Absoluto, a força que Hegel descreve como (ultrapassagem ou sobre-alcance), através da qual o universal se determina livremente, idealizando o finito e integrando-o como um momento de sua própria totalidade. O Absoluto não "precisa" do mundo ou do outro como algo externo que lhe confira realidade, a Natureza, como "outro" do Espírito, é o próprio Absoluto em seu modo de exterioridade."The true, infinite universal[...] determines itself freely; the process by which it becomes finite is not a transition[...] it is creative power as self-referring absolute negativity."
o universal se autodefine através de um poder de negatividade, ou seja, negando o que ele não é para afirmar o que é.
a Tier Omega é definida como "o Primeiro Motor tem que ser perfeito, pois nada pode lhe faltar." o Absoluto de Hegel depende da negatividade pra se definir.
segunda opção ao meu ver é extremamente melhorSobre criarmos uma critério para os absolutos serem superiores uns aos outro.
Qual critério devemos seguir?
Eu pense em algumas possibilidades.
1. O quão grande é a hierarquia abaixo do Absoluto.
2. O quão robusto é a elaboração desse absoluto, mas aí teríamos qual critério define essa robustidade.
Tem alguma sugestão do que deveria ser a robustidade?segunda opção ao meu ver é extremamente melhor
acho que a segunda opção é o que eu mais tinha em mente nesse casoEu estava pensando em como definir essa robustez, e eu estava pensando em como definir.
Podemos definir robustez pelo Grau de Independência Ontológica. Quanto menos o conceito de Absoluto depender de axiomas externos ou de "muletas" narrativas para sustentar sua supremacia, mais robusto ele é.
Ou então, pelo Grau de Subsunção, Um Absoluto A é superior ao Absoluto B é uma lógica de A para capaz de explicar a existência de B como um "momento" ou uma "etapa" de si mesmo. Ou seja, que ele possua o de B, como parte do seu modo, e se estenda de maneira superior a este.
Ou podemos definir isso pelo grau de autodeterminação. O Absoluto que tem mais naturezas permitidas sem a querer, é menor do que o Absoluto que se autodetermina