Discussão geral - Tier Ômega

Matheuz08

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Post feito pra discussões gerais acerca do Tier Ômega no sistema hierárquico. Dado o status absoluto do nível, reformulações e complementos podem vir a ser convenientes, e essa thread é dedicada a tal.
 

Manga

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primeiramente, ja deixo claro que me incomoda bastante que várias Realidades Últimas com uma ontologia maior que as outras estejam na mesma tier (Nous e Bem-Uno, por exemplo), mas, tudo bem. minha proposta para a tier Omega é o ato puro:
a tier omega é a realidade da simplicidade absoluta. aqui, não existem partes, causas ou processos, existe apenas a identidade pura. signfica habitar o ponto onde pensador, o pensamento, a vontade e tudo o mais colapsam em um ato único e eterno.
neste nivel, a distinção entre essencia (o que a entidade é) e a existência (o fato de ela ser) desaparecem completamente. não é que a entidade possui sabedoria ou tem poder; ela é o próprio padrão pelo qual a sabedoria e o poder existem. é uma atividade imóvel. uma presença tão plena que transborda e gera toda a realidade sem precisar de esforço ou intenção deliberada. a criação é uma mera consequência da perfeição dessa entidade. ele não muda, nao reage, nao sente, e não está sujeito a tempo ou espaço, pois ele é a condição de possibilidade de todas essas coisas. nele, "ver" e o "visto" são um só; não há dualidade entre o criador e a criatura no seu nivel de realidade.

nos exemplos da tier Omega, essa nova definição tiraria o Absoluto de Leibniz e o Absoluto de Hegel da tier Ômega (apesar de que eu acho injusto colocar eles na categoria Transcendente, pq ambos Absolutos possuem características que precedem em muito qualquer coisa da camada Transcendente
 

Satōshi

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primeiramente, ja deixo claro que me incomoda bastante que várias Realidades Últimas com uma ontologia maior que as outras estejam na mesma tier (Nous e Bem-Uno, por exemplo)
Não existe nenhum problema com múltiplos absolutos dentro de uma única categoria, a gente faz o mesmo com as múltiplas dimensões espaciais, não quer dizer que elas sejam no mesmo nível, apenas que categorizar dessa forma parece evitar postular categorias desnecessária.

E sobre a nova proposta, ela é extremamente irreflexivel, que postula apenas um tipo de personagem que devemos adotar(se é que esse personagem existe),
a tier omega é a realidade da simplicidade absoluta. aqui, não existem partes, causas ou processos, existe apenas a identidade pura. signfica habitar o ponto onde pensador, o pensamento, a vontade e tudo o mais colapsam em um ato único e eterno.
Como eu disse, isso aqui é de extrema irreflixibilidade, até dentro do sistema NeoPlatonico no Uno existe algo Análogo a vontade, isto é, pela sua henologia negativa em referente ao próprio absoluto para ele não ser absolutamente nada. Para mim, esse tipo de identidade pura imediata é bastante ridícula também. Não que eu quero excluir ela, mas ela é filosoficamente e teologicamente pobre.
a criação é uma mera consequência da perfeição dessa entidade.
E novamente, o sistema deveria(especificamente a tier Ômega) deveria ser flexível, um sistema de classificação, na minha visão, deve atuar como um Metassistema. Isso significa que a tier precisa ser capaz de abrigar diferentes modelos de realidade, a descrição proposta excluir muitas visões do que seria absoluto e se torna bastante arbitrária. Isso desqualificaria quase todas as representações de "Deus" em obras de ficção e em teologias voluntaristas. Nossa descrição na wiki deixa bem claro também,que
"mas assumindo uma verossimilhança pra manter ao mesmo tempo a igualdade e liberdade criativa das adaptações."

Se o autor de uma obra utiliza Hegel como base para seu ser supremo, e o autor de outra utiliza a ato puro de Tomás de Aquino, ambos atingiram o "ápice" de suas respectivas lógicas narrativas. Rebaixar um deles com base em uma preferência acadêmica externa(como essa forma de identidade pura cujo citou) é um erro.

Eu voto, para deixarmos a descrição como está, texto atual da Classe Ômega é muito mais justo ao reconhecer as múltiplas visões do absoluto, do que criar uma categoria inflexível para uma única forma de absoluto.
 
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victor

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em primeiro lugar, ja deixo claro que me incomoda bastante que várias Realidades Últimas com uma ontologia maior que as outras estejam na mesma camada (Nous e Bem-Uno, por exemplo), mas, tudo bem. minha proposta para o nível Omega é o ato puro:
a tier omega é a realidade da simplicidade absoluta. aqui, não existem partes, causas ou processos, existe apenas a identidade pura. signfica habitar o ponto onde pensador, o pensamento, a vontade e tudo o mais colapsam em um ato único e eterno.
neste nível, a distinção entre essência (o que é uma entidade) e a existência (o fato de ela ser) desaparece completamente. não é que a entidade possua sabedoria ou tem poder; ela é o próprio padrão pelo qual a sabedoria e o poder existem. é uma atividade imobiliária. uma presença tão plena que transborda e gera toda a realidade sem necessidade de esforço ou intenção deliberada. a criação é uma mera consequência da perfeição dessa entidade. ele não muda, não reage, não sente, e não está sujeito a tempo ou espaço, pois ele é uma condição de possibilidade de todas essas coisas. nele, "ver" e o "visto" são um só; não há dualidade entre o criador e a criatura no seu nível de realidade.

nos exemplos da camada Omega, essa nova definição tiraria o Absoluto de Leibniz e o Absoluto de Hegel da camada Ômega (apesar de que eu acho injusto colocá-los na categoria Transcendente, pq ambos os Absolutos possuem características que precedem em muito qualquer coisa da camada Transcendente
Sinceramente, vejo isso como desnecessário. A discussão em si, ao meu ver, deveria, talvez, se concentrar em discutir a necessidade de uma nota adicional para explicar que, possivelmente, existem diferenças de poder dentro da camada ômega, assim como na camada transcendente, que não possui subcategorias, mas presumivelmente todos os personagens abarcados nesse nível não são igualmente fortes. O objetivo central do sistema, enquanto totalidade, seria mais enxuto e não necessitaria de subcategorias desnecessárias, em especial nesses níveis mais altos. Portanto, um wiki oferece níveis diferentes dentro de um mesmo nível, sem a necessidade de subcategorias, mas sim várias vias para alcançar o nível. Porém, em nenhum momento é realmente suposto que todas essas vias sejam iguais.
 

victor

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Eu, pessoalmente, proponho que mantenhamos a descrição como ela está e, no máximo, deveríamos adicionar uma nota explicando alguns aspectos importantes sobre a camada em questão. No entanto, consideramos uma reformulação extremamente desnecessária de modo geral.
 

Satōshi

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Concordo com Fox nesse sentido. Que talvez a melhor opção seja adicionar uma nota do que torna uma realidade "mais ontológica" que a outra.
 

Tianzun

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primeiramente, ja deixo claro que me incomoda bastante que várias Realidades Últimas com uma ontologia maior que as outras estejam na mesma tier (Nous e Bem-Uno, por exemplo), mas, tudo bem. minha proposta para a tier Omega é o ato puro:
a tier omega é a realidade da simplicidade absoluta. aqui, não existem partes, causas ou processos, existe apenas a identidade pura. signfica habitar o ponto onde pensador, o pensamento, a vontade e tudo o mais colapsam em um ato único e eterno.
neste nivel, a distinção entre essencia (o que a entidade é) e a existência (o fato de ela ser) desaparecem completamente. não é que a entidade possui sabedoria ou tem poder; ela é o próprio padrão pelo qual a sabedoria e o poder existem. é uma atividade imóvel. uma presença tão plena que transborda e gera toda a realidade sem precisar de esforço ou intenção deliberada. a criação é uma mera consequência da perfeição dessa entidade. ele não muda, nao reage, nao sente, e não está sujeito a tempo ou espaço, pois ele é a condição de possibilidade de todas essas coisas. nele, "ver" e o "visto" são um só; não há dualidade entre o criador e a criatura no seu nivel de realidade.

nos exemplos da tier Omega, essa nova definição tiraria o Absoluto de Leibniz e o Absoluto de Hegel da tier Ômega (apesar de que eu acho injusto colocar eles na categoria Transcendente, pq ambos Absolutos possuem características que precedem em muito qualquer coisa da camada Transcendente
Isso apenas pressupõe a superioridade de um framework sem demonstrar ele. Não existe ponto de apoio que valide um único modelo de racionalidade como o terminus da hierarquia, a legitimação é sempre a posteriori, determinada pela eficácia explicativa. Se preferirmos a simplicidade absoluta como critério Omega estariamos confundindo economia cognitiva com verdade metafísica, por isso acredito que devemos optarmos por soluções simples porque são fáceis de operar, não porque reflitam a estrutura última do real. Uma simplicidade que não tem substância falha, até mesmo o Origines que argumentava que o Nous era o verdadeiro ato supremo, colocava que o Uno seria um onoma monon, já que estaríamos postulando algo que não é um Ser, seria postular Nada, logo seria literalmente igual ao Nada, não poderia sustentar nada e nem ter capacidade de emanar / nem ser perfeito. E o pior, se levarmos a simplicidade do Ato Puro ao limite, chegamos ao problema que o próprio Plotino identificou em Aristóteles, o pensamento que pensa a si mesmo é uma dualidade, falhando no critério de simplicidade absoluta que você mesmo exige. O Ato Puro neoplatônico, já não seria Ato Puro. Você usou um framework para refutar outro, mas seu critério refuta seu próprio Ato Puro. E sobre Hegel e Leibniz, isso seria verdade apenas dentro do framework que você propõe, tu quer usar regras de um sistema para condenar outro. Aqui eu proponho o inverso, a unidade incondicionada que você propôs é indistinguível do Puro Nada por ausência total de determinidade, igual ao Ser de Parmenides ou o Advaita Vedanta. Um Omega sem autodeterminação não é o pico da hierarquia; é um abismo / abgrund onde todo conteúdo desaparece. E nenhum desses sistemas perde para o Ato Puro. Eles simplesmente jogam com regras diferentes, e não há árbitro neutro. Por isso devemos ser o mais versátil possível para o sistema ser competitivo e ter uma maior variedade de personagens dentro de um framework neutro. Então não devemos adotar um framework plotiano ou algo assim, devemos assimilar ele, junto com outros frameworks, igual já acontece no sistema. O Origines, que suponho que deve ser quem ele esta usando, mesmo propôs que um Uno que é “hyperousias” ao ponto de ser indeterminado torna se anupostaton / que é algo sem substancia real. E é isso que proponho, mantermos um sistema aberto a múltiplos frameworks, reconhecendo que a realidade possui inesgotabilidade cognitiva, sempre haverá fatos que as formulações atuais não capturam. Um sistema fechado no Ato Puro como Omega (que foi um dos piores interpretadores de Plotino) congelaria a hierarquia num paradigma que já foi internamente desafiado (por Plotino contra Aristóteles, por Orígenes contra Plotino, por Hegel contra todos, pelo Saivismo contra o Advaita Vedanta).
 

shinegreymon

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Poderiam me dizer quando irão uppar a Homeostase de digimon para tier Omega agora que é confirmado que ela é a entidade maxima do omniverso de digimon?
 

shinegreymon

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Matheuz08 e galera a pergunta que estou fazendo é quando colocaram os hosts dos mundos digitais e a homeostase/Grande intenção como tier trancendental e Omega aqui no libier. Sé quiserem que eu mande coisas sobre digimon, e sua cosmologia eu mando sem problemas e só me dizer aonde mando sobre isto e etc.
 

shinegreymon

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Este não é exatamente o local para fazer esse tipo de pergunta.
Então é para mandar sobre a Analise ou coisa assim? Pois sé for eu tenho lá a parte de explicação de digimon que acho que tem no discord do alonik ou coisa assim. Desculpe por aquilo novamente
 

Manga

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concordo que uma nota adicional que diferencie as diferentes ontologias das realidades ultimas, mas a descrição que está na Tier Ômega, por si só, retira qualquer possibilidade do Absoluto de Leibniz e o Absoluto Hegeliano
Asseidade: O Ômega é ele mesmo sua própria causa, ou seja, é o não-criado. Esta premissa deve ser aceita para que se compreenda todas as outras perfeições.

Infinidade: A Causa Primeira tem de ser infinita, pois sua premissa é que ela é a origem de todas as coisas. Isso não exclui nem espaço, nem tempo, nem qualquer propriedade mensurável, e portanto ela é tudo. Sendo tudo, não pode haver nada alheio à ela ou que não esteja contido em si, e portanto resta somente ela mesma em Unidade Perfeita.

Eternidade: Como já dito, a "Causa Sui", ou Causa Primeira, é a origem de todas as coisas, sua própria causa, e portanto não pode ela mesma ter um começo ou origem, pois do contrário caímos em uma regressão infinita, que fere o princípio de uma existência plenamente acausal e não-gerada.

Perfeição: O Primeiro Motor tem que ser perfeito, pois nada pode lhe faltar. Aquele que existe por si mesmo deve ser necessariamente perfeito, tendo tudo nele próprio, se algo não é contido pela sua essência isso implica em uma existência que não contém todas as propriedades.

Simplicidade: Deus é Uno, e seu ser é idêntico a seus atributos, assim como a existência é idêntica a seu ser. Dois infinitos se excluem e se contradizem, duas perfeições nada tem para distinguir-se uma da outra, tem-se assim que o Ser é uno.

Imutabilidade: Sendo perfeito, ele não pode ter a necessidade de adquirir o que quer que seja, e portanto ele é e contém tudo, seja em potencial ou em ato. Alguma coisa estranha a sua natureza não pode vir a existir, pois seria uma afronta a sua perfeição, então a necessidade é que o Ser seja totalmente atual, sem potencial para mudança ou movimento além do mesmo.



a descrição do Ômega exige que a entidade seja identicamente um com seus atributos. Leibniz, porém, estabelece divisões funcionais no ser de Deus e o descreve como um "recipiente" de verdades:
"Há em Deus a Potência, que é a fonte de tudo, depois o Conhecimento, que contém o pormenor das Ideias, e finalmente a Vontade, que faz as mudanças ou produções segundo o princípio do melhor"
"O Entendimento de Deus é a região das verdades eternas, ou das ideias de que elas dependem"


o Ômega deve ser "totalmente atual" e sem movimento. porém, o Absoluto de Leibni é definido por atos de deliberação e produção:
"Como há uma infinidade de universos possíveis nas ideias de Deus e só pode existir um deles, é preciso que haja uma razão suficiente da escolha de Deus"


a descrição do Ômega afirma que nada pode ser alheio ou superior a Deus. para Leibniz a Harmonia é um requisito com ao qual Deus está sujeito:
"A razão da harmonia é nada[...] ela é o dado primordial, o requisito último de todas as coisas, incluindo o próprio Deus"
Leibniz afirma que "Deus não fez o seu próprio entendimento" e "não fez a harmonia universal", pois ela é "eterna e incriada".


para o tier Ômega, há esse critério: "resta somente ela mesma em Unidade Perfeita". o sistema de Leibniz é pluralista. a Monadologia responde ao "intento de elaborar um sistema filosófico pluralista". Leibniz distingue Deus (unidade primitiva) das mónadas criadas, que são "produções" e nascem por "fulgurações contínuas". são dependentes, mas elas possuem "qualidades intrínsecas que lhes são próprias"





em relação ao Espirito Absoluto:
"Pure being and pure nothing are therefore the same. The truth is neither being nor nothing, but rather that being has passed over into nothing and nothing into being. Their truth is, therefore, this movement[...] becoming."
o Ser Puro e o Nada Puro colapsam um no outro, e a verdade absoluta deles é o movimento constante de transformação ( o devir).
para o Tier Ômega não há "potencial para mudança ou movimento". o Absoluto de Hegel é o movimento.


"The Absolute is the unity of existence and essence, of the inner and the outer[...] but this unity is at the same time the differentiation of itself."
o Absoluto de hegel é uma unidade, mas uma unidade que só é real porque se diferencia internamente em vários momentos.
a Tier Ômega afirma que "duas perfeições nada têm para distinguir-se". Hegel afirma que o Absoluto precisa da distinção.


"The true is the whole. However the whole is only the essence completing itself through its development. This much must be said of the absolute: it is essentially a Result, and only at the end is it what it is in truth."
a verdade absoluta não está no início, mas é o resultado final de um longo processo de desenvolvimento e auto-realização.
o Ômega é "não-gerado" e não tem começo. o Absoluto de Hegel é um "Resultado".


"The true, infinite universal[...] determines itself freely; the process by which it becomes finite is not a transition[...] it is creative power as self-referring absolute negativity."
o universal se autodefine através de um poder de negatividade, ou seja, negando o que ele não é para afirmar o que é.
a Tier Omega é definida como "o Primeiro Motor tem que ser perfeito, pois nada pode lhe faltar." o Absoluto de Hegel depende da negatividade pra se definir.



enfim, eu não sei se vocês vão optar por mudar esses atributos, ou se vão remover eles dos exemplos (baal vindo com 7 paragrafos totalmente desnecessários pra provar que estou errado {não estou})
 

Satōshi

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Então é para mandar sobre a Analise ou coisa assim? Pois sé for eu tenho lá a parte de explicação de digimon que acho que tem no discord do alonik ou coisa assim. Desculpe por aquilo novamente
Crie no fórum de conteúdo, e mande sua análise lá,e leia o que está na nosso wiki sobre digimos, ou conversa com os moderadores de digimon da wiki
 

Satōshi

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Pessoal, sempre bom lembrar que como
fórum é um local mais formal, é pertinente que todas as afirmações sejam
acompanhadas com uma "Scan"

a descrição do Ômega exige que a entidade seja identicamente um com seus atributos. Leibniz, porém, estabelece divisões funcionais no ser de Deus e o descreve como um "recipiente" de verdades:
"Há em Deus a Potência, que é a fonte de tudo, depois o Conhecimento, que contém o pormenor das Ideias, e finalmente a Vontade, que faz as mudanças ou produções segundo o princípio do melhor"
"O Entendimento de Deus é a região das verdades eternas, ou das ideias de que elas dependem"
Conforme Lloyd Strickland na obra
Leibniz's Key Philosophical Writings: A
Guide, Leibniz identifica Deus precisamente como a unidade primitiva ou a substância simples original, sendo que, em rascunhos da Monadologia, ele chega a descrever a divindade como a monada primitiva. E nessa mesma página, segue se distinguindo Deus das outras monads dizendo que reside na perfeição absoluta da primeira, sendo que as qualidades que atribuímos a Deus são entendidas como a exaustão infinita dessas mesmas qualidades que as criaturas possuem de forma limitada


É contraditório com o que próprio Leibniz
argumenta, Pois Leibniz argumentava que qualquer entidade agregada deriva sua realidade da realidade de suas partes consequentemente, se algo deve ser "substancial ou real", ele não pode ser sob pena de um regresso ao infinito "novamente uma entidade por agregação
se o Deus de Leibniz fosse composto por
divisões funcionais independentes ou se
sujeitasse a uma harmonia externa, Ele
seria um agregado e, portanto, um ente
derivado, o que colidiria frontalmente com
Sua natureza de Ser Necessário.

A "região das verdades eternas"
mencionada no entendimento divino, é o próprio objeto do conhecimento divino fundado nos atributos simples do ser necessário. E é oportuno pontuar que
Potência (poder) é aquilo pelo qual algo pode existir, O entendimento é aquilo pelo qual as possibilidades são conhecidas, A vontade é aquilo pelo qual Deus escolhe
Esses três não são coisas separadas em
Deus. São três aspectos correlativos da
mesma essência simples, a "divisão" é
meramente nocional para o intelecto
humano, pois em Deus a "razão para sua
existência está em si mesmo", sendo ele a
fonte de toda a realidade de forma
indivisível.
o Ômega deve ser "totalmente atual" e sem movimento. porém, o Absoluto de Leibni é definido por atos de deliberação e produção:
"Como há uma infinidade de universos possíveis nas ideias de Deus e só pode existir um deles, é preciso que haja uma razão suficiente da escolha de Deus"
Quanto a que Deus teria deliberado como
uma transição para criação do mundo, é
também falso. a "escolha" divina não é um processo temporal de transição da potência para o ato, mas um ato eterno e imutável de "criação contínua". Primeiro
que Leibniz estabelece que Deus é uma
substância Eterna, necessária que é a
razão da existência do mundo, E essa
escolha, é Ora, essa sabedoria suprema unida a uma bondade não menos infinita não poderia deixar de escolher o melhor. Esta passagem estabelece que d
ato volitivo de Deus é determinado prol
sua própria natureza. Como a natureza
divina é eterna e imutável, a "direção" de
sua vontade para o melhor também o é
Não há "passagem" de um estado de
Indecisão para de decisão; a decisã
é a própria expressão da perfeição divina
na eternidade, tanto que ele só pode
escolher o melhor, pois é infinitamente
bom e sábio. Pode ser resumido, a (1) o
decreto divino é um ato de sabedoria
eterna (Natureza de Deus), (2) A criação
contínua é a execução temporal de um
plano atemporal, (3) Deus não "age
novamente" a cada instante, Ele mantém
uma única e mesma ação que, por ser
Infinita, abarca toda a sucessão tempora
finita sem nela se fragmentar.
a descrição do Ômega afirma que nada pode ser alheio ou superior a Deus. para Leibniz a Harmonia é um requisito com ao qual Deus está sujeito:
"A razão da harmonia é nada[...] ela é o dado primordial, o requisito último de todas as coisas, incluindo o próprio Deus"
Leibniz afirma que "Deus não fez o seu próprio entendimento" e "não fez a harmonia universal", pois ela é "eterna e incriada".
Primeiro, Leibníz estabelece uma
distinção fundamental entre o que é
necessário por contradição lógica e o que
é determinado pela sabedoria. Deus está 'sujeito" apenas às verdades eternas da lógica e da geometria (como o princípio da não contradição), as "verdades
positivas" (leis da natureza) seguem a
'necessidade mora|", baseada na escolha
sábia de Deus, e não são
geometricamente necessárias, as verdades eternas, aquelas que residem em seu próprio intelecto e cuja negação implicaria um absurdo. Deus, sendo um
ser absolutamente perfeito, possui
sabedoria suprema para conhecer o
melhor e bondade infinita para escolhê-lo
Ele não é compelido por uma lei externa à
Sua natureza, antes, Sua própria perfeição
inclina Sua vontade a agir da maneira
mais excelente. Como afirma Leibniz, a iberdade de Deus é do tipo mais elevado justamente porque Ele "não pode errar ao selecionar o melhor". A Harmonia Preestabelecida não é uma entidade pré existente à qual Deus deve obediência, mas sim o critério de perfeição que Ele mesmo reconhece no exercício de Sua sabedoria. Ela é o critério de perfeição enquanto reconhecido pela sabedoria divina, e realizado pela vontade divina Nesse sentido, a Harmonia é a
característica que torna um mundo
'digno" de ser escolhido. Deus escolhe c
Mundo mais harmônico porque agir de
modo menos perfeito do que se é capaz
seria uma imperfeição moral, o que
contradiz a essência de um ser
soberanamente perfeito


para o tier Ômega, há esse critério: "resta somente ela mesma em Unidade Perfeita". o sistema de Leibniz é pluralista. a Monadologia responde ao "intento de elaborar um sistema filosófico pluralista". Leibniz distingue Deus (unidade primitiva) das mónadas criadas, que são "produções" e nascem por "fulgurações contínuas". são dependentes, mas elas possuem "qualidades intrínsecas que lhes são próprias"
Embora o sistema de Leibniz reconheça
uma infinidade de substâncias criadas, o
guia ressalta que essas mônadas são produções" que nascem e morrem apenas por intervenção sobrenatural, dependendo inteiramente da conservação divina para subsistir. Deus é a "mônada
primitiva", a única que existe sem corpo e
que é a fonte de todas as outras, As mônadas criadas, embora possuam qualidades intrínsecas, são descritas como "espelhos vivos do universo", cuja realidade decorre exclusivamente da sua relação com Deus, que constitui o "elo ou comunicação entre as substâncias". A
Unidade Perfeïta de Deus não é
comprometida pela multiplicidade das
criaturas, pois estas são meras expressões derivadas de sua plenitude
Eu comentei isso, mas a caraterisca
infinidade parece querer dizer mais sobre o fato do Absoluto ser a Causa Primeira
das coisas.

O negócio de ser tudo, e permanecer apenas em si mesmo como unidade perfeita é o que faria ponta para simplicidade, que foi retirada.


em relação ao Espirito Absoluto:
"Pure being and pure nothing are therefore the same. The truth is neither being nor nothing, but rather that being has passed over into nothing and nothing into being. Their truth is, therefore, this movement[...] becoming."
o Ser Puro e o Nada Puro colapsam um no outro, e a verdade absoluta deles é o movimento constante de transformação ( o devir).
para o Tier Ômega não há "potencial para mudança ou movimento". o Absoluto de Hegel é o movimento.
O movimento presente no Devir, é Atemporal, retirando um pouco do fato que este é apenas o início da categoria do ser. Hegel, conforme exposto na Ciência da Lógica, estabelece que o Ser puro e o Nada puro são, em sua abstração inicial, a mesma vacuidade, e sua verdade é o Werden (Devir). esse movimento não deve ser confundido com a sucessão cronológica ou com a mutabilidade finita de entes particulares, a qual se referimos como Kinesis do grego, o movimento de mudança de estados,pois a lógica é a exposição de Deus "em sua essência eterna, antes da criação da natureza e de um espírito finito", o movimento lógico é uma gênese genética do conceito onde da ategorias se deduzem por uma necessidade interna.

Para Hegel, a mutabilidade do Absoluto é, na verdade, sua Wirklichkeit (Efetividade/Actualidade), que se aproxima do conceito neoplatônico de Energeia, uma atividade que possui seu fim em si mesma e que não implica a passagem de uma falta para uma plenitude, mas a manifestação eterna de sua própria vitalidade ou Lebendigkeit. O Dasein (Existência Determinada), nesse sentido, não é uma unidade quiescente, mas a unidade onde a negação é tomada para dentro do ser, tornando-se Bestimmtheit (Determinidade).
"The Absolute is the unity of existence and essence, of the inner and the outer[...] but this unity is at the same time the differentiation of itself."
o Absoluto de hegel é uma unidade, mas uma unidade que só é real porque se diferencia internamente em vários momentos.
a Tier Ômega afirma que "duas perfeições nada têm para distinguir-se". Hegel afirma que o Absoluto precisa da distinção.
Isso é da simplicidade, que foi retirada.
"The true is the whole. However the whole is only the essence completing itself through its development. This much must be said of the absolute: it is essentially a Result, and only at the end is it what it is in truth."
a verdade absoluta não está no início, mas é o resultado final de um longo processo de desenvolvimento e auto-realização.
o Ômega é "não-gerado" e não tem começo. o Absoluto de Hegel é um "Resultado".
A natureza desse "Resultado" não é temporal, mas lógica. Hegel afirma que o Absoluto é essencialmente um resultado porque ele é a automediação que retorna a si mesma,ele é o "Alfa e o Ômega" simultaneamente. O processo de desenvolvimento não é uma geração cronológica a partir de um antecedente externo, mas a autodeterminação da Ideia que, ao final (logicamente falando), demonstra que o seu começo já era ela própria em sua forma imediata. Como ele o explica na Ciência da Lógica, o começo é a "imediação pura", mas o sistema completo revela que essa imediação é, na verdade, mediada por todo o processo. Assim, dizer que o Absoluto é um resultado não implica que ele "veio a ser" em um momento do tempo onde antes não existia, mas que sua verdade plena só é apreendida quando o processo de sua manifestação é compreendido como uma totalidade orgânica.

"The true, infinite universal[...] determines itself freely; the process by which it becomes finite is not a transition[...] it is creative power as self-referring absolute negativity."
o universal se autodefine através de um poder de negatividade, ou seja, negando o que ele não é para afirmar o que é.
a Tier Omega é definida como "o Primeiro Motor tem que ser perfeito, pois nada pode lhe faltar." o Absoluto de Hegel depende da negatividade pra se definir.
A negatividade é o poder criativo do Absoluto, a força que Hegel descreve como (ultrapassagem ou sobre-alcance), através da qual o universal se determina livremente, idealizando o finito e integrando-o como um momento de sua própria totalidade. O Absoluto não "precisa" do mundo ou do outro como algo externo que lhe confira realidade, a Natureza, como "outro" do Espírito, é o próprio Absoluto em seu modo de exterioridade.

Negação determinada hegeliana é transformação produtiva, não “privação” de algo, pois pro Hegel, a negatividade não é uma falta, mas o “moto” do ser. A negatividade é tão essencial que é “cancelada e assumida no sim”, não faz sentido isto de negação do que não é para ser o que é, pois a negatividade em Hegel se baseado na negação para transformação.
 

Satōshi

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Sobre criarmos uma critério para os absolutos serem superiores uns aos outro.

Qual critério devemos seguir?
Eu pense em algumas possibilidades.
1. O quão grande é a hierarquia abaixo do Absoluto.
2. O quão robusto é a elaboração desse absoluto, mas aí teríamos qual critério define essa robustidade.
 

victor

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Sobre criarmos uma critério para os absolutos serem superiores uns aos outro.

Qual critério devemos seguir?
Eu pense em algumas possibilidades.
1. O quão grande é a hierarquia abaixo do Absoluto.
2. O quão robusto é a elaboração desse absoluto, mas aí teríamos qual critério define essa robustidade.
segunda opção ao meu ver é extremamente melhor
 

Satōshi

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Eu estava pensando em como definir essa robustidade, e eu estava pensando em como definir.

Podemos definir robustez pelo Grau de Independência Ontológica. Quanto menos o conceito de Absoluto depender de axiomas externos ou de "muletas" narrativas para sustentar sua supremacia, mais robusto ele é.

Ou então, pelo Grau de Subsunção, Um Absoluto A é superior ao Absoluto B se a lógica de A for capaz de explicar a existência de B como um "momento" ou uma "etapa" de si mesmo. Ou seja, que ele possua o de B, como parte de seu modo, e se estenda de maneira superior a este.

Ou podemos definir isso pelo Grau de autodeterminação. O Absoluto que tiver mais naturezas necessárias sem a querer, é menor do que Absoluto que se autodetermina.
 

victor

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Eu estava pensando em como definir essa robustez, e eu estava pensando em como definir.

Podemos definir robustez pelo Grau de Independência Ontológica. Quanto menos o conceito de Absoluto depender de axiomas externos ou de "muletas" narrativas para sustentar sua supremacia, mais robusto ele é.

Ou então, pelo Grau de Subsunção, Um Absoluto A é superior ao Absoluto B é uma lógica de A para capaz de explicar a existência de B como um "momento" ou uma "etapa" de si mesmo. Ou seja, que ele possua o de B, como parte do seu modo, e se estenda de maneira superior a este.

Ou podemos definir isso pelo grau de autodeterminação. O Absoluto que tem mais naturezas permitidas sem a querer, é menor do que o Absoluto que se autodetermina
acho que a segunda opção é o que eu mais tinha em mente nesse caso
 
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