Tópico determinado para discutir e avaliar todas as implicações e revisões relativas à cosmologia atual da DC Comics, seguindo as sugestões de recortes feitas no tópico de discussão geral da obra.
• 5 - A reformulação que as Mãos trouxeram mudou e expandiu drasticamente a fábrica da Criação, e consequentemente a hierarquia dos níveis, resolvendo algumas eventuais problemáticas. A Sexta Dimensão, por exemplo, que originalmente não tinha conexão com espaço-temporalidade e era o ápice da cosmologia onde apenas os Irmãos da Criação reinavam, um reino que muitas vezes discutimos sobre ser Transcendente até mesmo na Wiki, foi reconstruída dentro da estrutura geral como uma espécie de nexus temporal (diferente da elaboração antiga, onde o próprio Hipertempo foi criado lá), e não é mais o topo da cosmologia como era quando foi apresentada inicialmente em 2019, tendo inclusive outros personagens surgindo lá (o que outrora era impossível), como o vilão desse arco de "World's Finest". Da mesma forma, a Esfera dos Deuses também foi trabalhada como interna ao Divino Contínuo, mas como o ápice, sendo apresentada como o nível mais alto do mesmo enquanto "espaço", enquanto o Ponto de Fuga seria o limite do tempo. Existe uma grande quantidade de estruturas que foram reestruturadas e realocadas pra encaixar na cosmologia atual (e na proposta do D.C.), e isso responde todas as eventuais problemáticas sobre níveis supostamente acima do Divino Contínuo que poderiam travar o fato de ele envolver qualquer derivação espaço-temporal. A Sexta Dimensão mesmo, hoje não passa de uma estrutura dentro da atual cosmologia vigente, muito abaixo de diversos níveis do SpectraVerse, Shadowlands, Jardim das Sombras e do próprio D.C. que o contém como parte de uma das infinitas estruturas potenciais.
Aqui eu não posso mais discordar de todos esses textos. Primeiro, o fragmento existir "além de tudo", nas próprias scans que você trás de contexto mostra que isso é uma visão limitada do próprio Pirata Psíquico que achou que estava fora de tudo, por ter chegado no branco. Mas como o Darkseid aponta, ali não é isso, ali é a Terra Omega, o local onde está no fim de todas as coisas. Mostrando que ali é onde a Equação da Anti-Vida se manifesta, como sabemos o próprio fim do Multiverso em si.Existe, no entanto, um argumento que é relevante (e aplicável na cosmologia atual) pra delimitar a Muralha, que é o fato de ela ter sido descrita como "a mais alta vibração antes que alguém adentre o Infinito (Fonte)". Na DC, tudo é fragmentado por níveis vibracionais, seja paralelamente em um mesmo espaço (como universos paralelos funcionam em um mesmo espaço-tempo) ou até mesmo camadas da realidade descritas como puramente matemáticas, espirituais e abstratas (em resumo, todo o Divino Contínuo funciona com vibrações/frequências), e como a definição geral de "vibração" é intuitivamente muito assimilável ao sistema físico-matemático que trabalhamos como um todo eu entendo que superficialmente é fácil conectar com limitação, mas é uma falsa inferência absurda assumir que, mesmo que isso seja verdade, a Muralha ser trabalhada como limite DO padrão vibracional não implica em toda a Criação necessariamente fazer parte desse mesmo padrão. Como exemplo, durante a construção da Crise Sombria nós tivemos a revelação de que a Terra-Ômega guardava um fragmento ancestral da própria Grande Escuridão, que existia além de toda e qualquer vibração, e esse mesmo potencial foi usado pelo Pariah pra consumir toda a Criação e a própria Luz durante o evento (é o contexto da própria saga). Isso não muda, no entanto, o fato de que esse nível estava dentro da Criação, como uma espécie de anomalia, e essa mesma propriedade da Terra-Ômega também foi mostrada em "Infinite Frontier: Secret Files #6", onde ela existia fora e além de todas as coisas, de todas as iterações da realidade e versões da cosmologia. Na verdade, esse reducionismo se torna ainda mais problemático no contexto atual de "DC K.O", onde o Darkseid se desconectou de absolutamente toda a cosmologia e criou sua própria dentro da Criação, fora de todas as vibrações e inacessível, cosmologia essa que inclusive tem internamente material para Transcendente (posso elaborar se necessário, mas o próprio "Universo Absoluto" seria completo em si).
Outro exemplo é o Jardim das Sombras, que existe fora de todo o padrão de frequências e é puramente conceitual, formado por matemática imaginária (irei discorrer sobre no próximo texto), e na verdade até as Shadowlands foram citadas como fora do padrão, sendo descritas como algo que não existe como parte desses "incontáveis níveis da realidade". Esses exemplos mostram como essa lógica dedutiva não é verossimilhante com a obra, e mesmo que as Shadowlands (por exemplo) não sejam objetivamente um nível Transcendente, isso não muda o fato de não estarem incluídas no padrão vibracional, o que só evidencia que a abstração de tal não é impossível e acaba por ser uma inferência forçada.
Sobre o divínuo contínuo até aqui eu concordo com tudo, mas irei fazer concessões de definições pelo bem da própria Wiki, (eu ainda não li tudo, estou lendo e escrevendo), mas:
Essa descrição aqui foi bem errado com as próprias scans que você apresenta, é só na parte dessa 6D não ser o topo cosmológico, mas é dito que ela contém tudo da cosmologia: What trail is there to possibly follow in a realm containing everything that ever was, is, or can be?
Eu só discordo dessa parte até aqui então, por que tu faz afirmações como se essa 6D tivesse abaixo de estruturas especificas, mas a gente vê que ela armazena de forma bem literal todas essas coisas como vista aqui nessa pagina, o espectra-verse em si é a ideia das cores (frequências do multiverso), e o mapa disso aqui é pintado dessa mesma forma, ao mesmo tempo a gente consegue ver as shadowlands lá atrás (só olhar o mapa com o eclipso), e também outras partes da esfera dos deuses aqui mais pra direita da scan.
A questão é que ela é ilustrativa, mas essas coisas estão ai contidas, tanto pela citação quanto pela ilustração. Fora isso concordo com tudo na seção do divino contínuo.
Aqui eu não posso mais discordar de todos esses textos. Primeiro, o fragmento existir "além de tudo", nas próprias scans que você trás de contexto mostra que isso é uma visão limitada do próprio Pirata Psíquico que achou que estava fora de tudo, por ter chegado no branco. Mas como o Darkseid aponta, ali não é isso, ali é a Terra Omega, o local onde está no fim de todas as coisas. Mostrando que ali é onde a Equação da Anti-Vida se manifesta, como sabemos o próprio fim do Multiverso em si.
A outra é arte da Shadowlands, é descrito que o local não era "it merely one of your", e que também não seria ainda dentro desse "meramente", 'a plane of darkness [...]', ele não tá dizendo que não é isso, ele tá falando que isso é muito mais do que apenas isso, ele diz "now i know better", então descreve que isso como sendo a própria essência do eclipso. Pelo menos por essa scan não condiz com o que tu descrever, como "não existe como parte", sendo que isso nem é indiciado no subtexto aqui.
Agora sobre a Terra Omega, tu não precisa argumentar que ela tá fora de tudo, eu discordo MUITO disso, em Death Metal é deixado claro que ela tá no centro do Multiverso junto com a Terra Alfa substítuido a centralidade da terra principal do multiverso.
Eu não discordo necessariamente que a Grande Escuridão não tenha frequências multiversais, mas eu não acho que isso seja uma ideia central pra balança cosmológica, Terra Omega é um fragmento da Grande Escuridão, mas mesmo assim foi purificada através de puro padrão vibracional. Eu só to apontando que não vejo isso significando algo cosmologicamente aqui pra transcendental ou limitado, só é um neutral grounds se assim podemos chamar.
Além de que o Universo Absoluto tá dentro da Terra Alfa, que por sua ventura é um dos centros multiversais do Divino Contínuo, elas ainda estão limitadas pelo próprio primeiro tópico que concordamos.
Sobre os restos deu até preguiça de avaliar sintáticamente cada coisa, tu não decide se por exemplo as Shadowlands é uma vibração, ou se é uma "vibração que não é definida por física", ou a enfase em adicionar no seu texto que "Está além de todas as vibrações" sendo que nem é dito isso nas scans. Só to neutro com o resto, pra mim tanto faz, não vou discordar, mas também não vou aceitar.
Sobre a parte do Overvoid e da Conclusão, concordo com quase tudo exceto as coisas que comentei acima e que tu só retifica na conclusão. Ainda acho que pra considerarmos o que tu tentou apontar a Muralha deveria até ter uma definição nova, e não ter uma verossímilhança com o mesmo que tu definiu pro Divino Contínuo; sendo a frequência mais alta do multiverso, e o próprio espaço delimitador que fecha a criação pro nível transcendente além dela.
Vou comentar somente em relação a proposta do post por enquanto, porque foi o que eu li até o momento. Ainda pretendo ler os comentários e comentar o que eu acho dessa parte.
- O limiar para o Transcendente deveria ser o Divino Contínuo, essa é a proposta mais coerente ao meu ver. Caso isso seja refutado por alguém, revisaremos como seria a implicação disso com a Muralha da Fonte, que considero um limiar exagerado, mas é minha opinião baseada no que elaborei (e outras razões que adicionarei se necessário).
- Todas as Criações são sistemas fechados, independentes e suficientes. Todos que escalam com alguma delas isoladamente seriam upados devidamente.
- Ser um nível vibracional não necessariamente implica em limitação, e nem tudo que existe na Criação é obrigatoriamente vibracional. São duas inferências falhas.
- O Overvoid existe absolutamente extraído de toda e qualquer limitação relativa a espaço, tempo, informação e narrativa, sendo (pelo contrário) algo cuja mera existência possibilita tudo isso.
- A Muralha da Fonte deveria ser uma estrutura além do sistema físico-matemático.
Olha, lendo as argumentações de ambos, eu acredito que não concordo 100% com nenhum.
Acredito que sim, dentro da Muralha da Fonte possa haver estruturas Transcendentes, mas não que o Divino Contínuo (como foi proposto) seja a linha de base para estabelecer o que é ou não pertencente ao determinado tier. Na minha opinião, o Divino Contínuo não engloba somente até a Esfera dos Deuses (e que se ele fosse a linha de base, então tudo acima da Esfera seria Transcendente), já que tanto a Quinta Dimensão como a Sexta Dimensão eram consistentemente acima dessa estrutura da Esfera e atualmente elas estão configuradas como algo espaço-temporal, o que pode ser um indicativo do editorial ter estabelecido o alcance do Divino Contínuo (Pós-Snyder) para englobar estruturas que outrora não caberiam nessa definição atual do que é o espaço-tempo. Então assim, se fosse para escolher entre a Muralha da Fonte e o Divino Contínuo, eu iria de Divino Contínuo fora da concepção estabelecida na proposta de revisão, que visa limitar o alcance até à Esfera; já que minha visão é que tanto a Galeria como as Shadowlands seriam Transcendentes.
Tenho uma dúvida: como vai funcionar a questão das chaves? Digo, caso a revisão seja aplicada, como que fica toda a cosmologia da DC antes do que tá sendo construido atualmente? Tem muitas versões diferentes do mesmo personagens e que não compartilham da mesma estrutura.
Vão ser considerados como retcons, terão estrutura de classificação própria ou a revisão vai ser aplicada pra todo mundo igualmente?
A Sexta Dimensão é um bom referencial na minha opiniãoQual estrutura/nível cosmológico entre esses dois polos você sugere que seja o referencial?
Exelente post, uma dúvida; vc considera
as infinitas emanações/vibrações apresentadas na hq do spurrier como possíveis eixos dimensionais?