DC COMICS - REVISÃO DA COSMOLOGIA ATUAL

Matheuz08

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Para finalmente dar um "pontapé" na revisão, esse texto tem o intuito de definir os parâmetros de como e porque determinados graus na cosmologia da DC Comics são Transcendentes, bem como definir um parâmetro sólido pra padronizar colocações na obra. As informações aqui atribuídas utilizarão em grande parte dos esclarecimentos feitos a partir da cronologia histórica discorrida no blog que estou escrevendo sobre a editora, então sugiro que leiam pra melhorar o entendimento do que for abordado (e evitar questionamentos redundantes, mas em geral toda dúvida é bem-vinda).
Sobre a formatação do argumento, irei dividir ele em duas categorias abertas:

• Abrangência do que seria o conjunto físico-matemático (descrito no sistema) dentro da DC.
• Formalização sobre quais os graus que se abstraem desse conjunto (que é o parâmetro para o TD).

Também irei propor ao longo dos textos dois referenciais para o que seria o "limiar do Transcendente", mas deixarei isso para ser percebido através do texto, na intenção de evitar palpites precoces de quem não leu só pelo puro viés de conveniência. Esse argumento inicial tem o foco de ser um "start" pro debate, então muitas vezes irei evitar aprofundar a elaboração pra não divagar, mas tentarei dar uma base sólida pra tudo.

◼️DIVINO CONTÍNUO:

Sendo direto, deve estar claro à essa altura, para aqueles que leram o blog, que a minha proposta é que o Divino Contínuo seria o referencial para o Transcendente, e que tudo qualitativamente acima dele estaria completamente além das noções espaço-temporais e constantes elaboradas como critério.
O motivo disso é o fato de que atualmente ele é objetivamente descrito (mais de uma vez) como "todo o espaço e tempo", até mesmo de forma conceitual em seu núcleo, e além disso detém uma implicação macro-cosmológica de ser o conjunto de todas as teorias dimensionais e versões espaço-temporais que a DC já trabalhou (com HQs recentes conectando histórias antigas dos anos 40 como parte da mesma cronologia), com todas as continuidades numa mesma estrutura geral, cada uma em seu lugar.

Não irei discorrer no momento sobre qual o nível desse conjunto (se é 4D, 6D, ID e etc), essa análise interna é alheia à proposta e a farei posteriormente em um texto dedicado, mas creio que é de conhecimento geral daqueles que conhecem o sistema que os produtos internos quantificáveis do que seria etimologicamente o "Universo" não definem aquilo que se abstrai qualitativamente dessas propriedades (traduzindo, não importa a quantidade de eixos no espaço se o personagem se abstrai do conjunto espacial como um todo, por exemplo), então queria reiterar claramente meu argumento: a proposta é que toda quantificação espaço-temporal existe obrigatoriamente contida pelo Divino Contínuo, essa é a função dele enquanto registro de todas as iterações que a cosmologia da DC já teve, e transcender ele enquanto conjunto implicaria em se abstrair (e superar) ontologicamente a relação com esses conceitos internos, e consequentemente toda e qualquer versão potencial ali contida.
Voltando pro cerne do tópico agora, o texto acima pode ter soado meio "verboso" (muito floreamento pra pouca construção prática), então irei deixar informações diretas sobre o que é essa estrutura:

• 1 - A primeira elaboração do que seria o Divino Contínuo foi dada pelas Mãos, em "Death Metal #7", onde foi descrito que o objetivo dessa nova estrutura seria preservar todas as versões e histórias que aquela Criação já teve. Essa informação também é complementada em um guidebook depois, onde fala explícitamente sobre todas as versões de continuidades existirem lá:


• 2 - Como já expliquei no guia, no final de "Death Metal" o Lex dá uma definição um tanto apressada de uma ideia de Omniverso, e DURANTE a saga "Dark Crisis" ele e a Totalidade afirmam que a ideia do Omniverso era falsa, contrapondo a afirmação inicial.
Porém, DEPOIS que a Crise Sombria acabou, em "Flashpoint: Beyond", a definição da Totalidade de "falso Omniverso" é refutada pela Doutora Baxter, que prova que a estrutura inicialmente descrita pelas Mãos existe, mas não como o Lex definiu inicialmente: o "Omniverso" seria um termo atribuído à atual estrutura, ao construto espaço-temporal em vigência, enquanto o "Hipertempo" seria um conjunto dos registros de todas as versões de construtos espaço-temporais, um "cofre omniversal" que preserva tudo, e nele sim todas as cosmologias da editora estariam "arquivadas" (e isso seria o Divino Contínuo na definição completa).

• 3 - A primeira vez que foi explorada a comparação entre duas iterações diferentes da cosmologia foi no final de "Infinite Frontier", onde tivemos o Barry encontrando o Multiverso-2, que depois fora mostrado como sendo o antigo Multiverso Pré-Crise (da original COIE). No final de "Dark Crisis", esse Multiverso-2 foi fundido ao Multiverso-1, e a atual estrutura em vigência foi atualizada por uma versão mesclada de ambos. Isso fez com que a atual estrutura mudasse completamente, não apenas na quantidade de Terras-modelo, mas também na fundamentação dos níveis metafísicos (que elaborado no tópico sobre vibrações), o que também prova que as iterações detém estruturas variáveis.
É por esse motivo que temos atualmente uma HQ citando eventos da continuidade de uma outra de 1940, esse resgate é possível pois ambas são uma só cosmologia agora, mescladas em uma só estrutura geral gravada dentro do Hipertempo (uma atual, e as infinitas outras potenciais).

• 4 - Durante a fase "Future State", a fábrica dessa estrutura omniversal foi dita tendo como centro a Rocha da Eternidade, um conceito comum da editora desde sempre, e recentemente tivemos a mesma colocação, reiterando sobre ela ser o centro de todo o espaço e todo o tempo. A construção feita com o conceito da Fronteira Infinita era a mesma do Divino Contínuo, sendo o segundo apenas uma atualização pra fechar a compreensão total da estrutura, que antes era parcial.

• 5 - A reformulação que as Mãos trouxeram mudou e expandiu drasticamente a fábrica da Criação, e consequentemente a hierarquia dos níveis, resolvendo algumas eventuais problemáticas. A Sexta Dimensão, por exemplo, que originalmente não tinha conexão com espaço-temporalidade e era o ápice da cosmologia onde apenas os Irmãos da Criação reinavam, um reino que muitas vezes discutimos sobre ser Transcendente até mesmo na Wiki, foi reconstruída dentro da estrutura geral como uma espécie de nexus temporal (diferente da elaboração antiga, onde o próprio Hipertempo foi criado lá), e não é mais o topo da cosmologia como era quando foi apresentada inicialmente em 2019, tendo inclusive outros personagens surgindo lá (o que outrora era impossível), como o vilão desse arco de "World's Finest". Da mesma forma, a Esfera dos Deuses também foi trabalhada como interna ao Divino Contínuo, mas como o ápice, sendo apresentada como o nível mais alto do mesmo enquanto "espaço", enquanto o Ponto de Fuga seria o limite do tempo. Existe uma grande quantidade de estruturas que foram reestruturadas e realocadas pra encaixar na cosmologia atual (e na proposta do D.C.), e isso responde todas as eventuais problemáticas sobre níveis supostamente acima do Divino Contínuo que poderiam travar o fato de ele envolver qualquer derivação espaço-temporal. A Sexta Dimensão mesmo, hoje não passa de uma estrutura dentro da atual cosmologia vigente, muito abaixo de diversos níveis do SpectraVerse, Shadowlands, Jardim das Sombras e do próprio D.C. que o contém como parte de uma das infinitas estruturas potenciais.

• BÔNUS:
Antes de passar para o próximo tópico, queria pontuar que sim, o natural em minha posição é que eu argumente, claro, pois o ônus é meu enquanto pessoa propondo reavaliação (como estou fazendo). Porém, não posso deixar de citar um tópico relevante: de todas as HQs que li relativas à cosmologia atual, não consigo lembrar de absolutamente NENHUMA inconsistência quanto ao Divino Contínuo sendo o limite de toda potencial espaço-temporalidade, nem de nada que exista acima dele possuindo essa propriedade, e isso pra mim é TAMBÉM um fator fortalecedor pra coerência da proposta. Uma vez que não temos materiais divergentes, tudo fica bem direcionado, então peço que as pessoas que discordam elaborem essas informações contrárias que não consegui encontrar.

◼️MURALHA DA FONTE:

Dentro da cosmologia da DC existe uma espécie de "consenso popular" forte quanto à Muralha da Fonte sendo o limite da espaço-temporalidade, mas apesar de isso ser realmente verdade em várias épocas (irei desenvolver esse tema de forma geral em um próximo texto, revisando todas as aparições da estrutura na história), eu não vejo como a forma que usam isso pra "trancar" e limitar o nível de tudo que existe na Criação à espaço-temporalidade seria aplicável especialmente na atualidade. Irei abordar novamente alguns tópicos que ajudam a elucidar a questão:

• 1 - Existe uma diferença ligeiramente importante entre as abordagens antigas e a atual, que é o fato de que antigamente a função da Muralha era apenas separar tudo da Fonte, enquanto atualmente ela foi criada com o objetivo de não só conter a Criação, mas também selar A TOTALIDADE dos poderes da Perpetua, que é um ser essencialmente Transcendente (como já concluído na wiki), contendo por isso a energia da própria Fonte em seu núcleo pra sustentar a estrutura. Isso altera fundamentalmente o padrão como um todo, e é ligeiramente diferente até mesmo das representações de "Godhead (2015)" ou do arco do Relíquia (que são mais recentes). O argumento principal pra elaborar isso era a descrição sobre ela ser essencialmente uma estrutura pandimensional formada pelo produto geral de todo espaço-tempo, mas "Multiverse's End" mostra como essa propriedade interna realmente funciona com energia transcendental da Fonte em seu centro, o que muda o contexto por completo.

• 2 - Essa argumentação inteira segue a proposta de separação feita na thread de discussão geral da DC e no blog, e analisando dentro disso, o ponto mais forte sobre esse tópico é que não existe absolutamente NENHUMA fala sobre a Muralha ser o limite do espaço-tempo que seja aplicável na cosmologia atual. Na verdade, a última elaboração disso foi com o Mapa de Multiversidade, que induzia isso pelos eventos antigos e só ficou em vigência entre o final de 2015 e a fase do Snyder no começo de 2019 (e até isso é inconsistente, diga-se de passagem), ou seja, tivemos mais tempo com o Mapa não sendo funcional APÓS sua criação que durante o período que ele foi relevante e vigente.
Como eu expliquei, a DC teve dois eventos de proporções cosmológicas infinitamente mais relevantes que "Multiversidade" e "Convergência" no recorte da cosmologia atual ("Death Metal" e "Crise Sombria"), e as duas reelaboraram a Criação de forma que o Mapa todo não tem mais nenhum senso de coerência (não irei explorar isso tanto pra não desvirtuar o texto mais ainda, mas em um eventual contra-argumento posso discorrer bem mais sobre como ele é totalmente descartável), então se você excluir essa elaboração inaplicável do Mapa, não temos nenhuma afirmação direta relacionando espaço-temporalidade e a Muralha enquanto sendo composta por isso. Novamente eu bato na tecla da consistência, porque se não temos informações conflitantes isso deixa bem claro qual a intenção do editorial em relação ao que tá sendo discutido.

• 3 - Só pontuando como um bônus, a existência da Muralha atualmente é, na verdade, bem vaga e simplesmente não tem explicação (até então, claro). No final de "Death Metal" foi explicado pelas Mãos que a Criação seria refeita de forma que não existiriam mais barreiras, e isso prevaleceu por anos, até que em "Flash (2024)" ela voltou do nada, sem nenhuma justificativa, apenas está lá. Após isso ela também apareceu em "Novos Deuses (2025)" e no arco atual de "Lanterna Verde". Esse é outro motivo pelo qual não considero válido definir ela por colocações antigas, não existe nada que defina objetivamente como e porque ela voltou a existir, mas também enfatiza como toda a construção cosmológica atual não foi feita com a intenção de a Muralha impor limitação, foi só um resgate de elemento adaptado cuja intenção não foi verdadeiramente elaborada (finalizarei no próximo tópico).

PS:
Como eu havia mencionado no começo do texto, eu tenho em mente dois eventuais referenciais para o limiar do Transcendente, e enquanto ao meu ver o Divino Contínuo seria a proposta mais coerente, acredito que é um tanto inegável a Muralha da Fonte como limiar MÍNIMO. Ela é trabalhada como o apogeu de toda a cosmologia da Criação antes mesmo do Mapa ser consolidado, e essa recorrência se dá desde o século passado onde a mesma foi introduzida. Irei elaborar mais nos tópicos seguintes, principalmente o tópico sobre o Overvoid, mas a única forma que concebo de sequer tentar refutar toda essa elaboração é "movendo" o limiar pra Muralha, e ainda assim implicaria em tudo que está além dela ser Transcendente. O motivo pelo qual eu não elaborei isso inicialmente eu já expliquei: existe um certo viés popular sobre esse assunto que eu queria evitar que fosse aplicado antes do desenvolvimento do argumento, e apesar de não considerar que o "low-end" seja o ideal, delego essa conclusão naturalmente à quem teve a decência de ler até aqui. Dito isso, sigam lendo, pois a elaboração mal começou.

◼️PADRÃO VIBRACIONAL:

Existe, no entanto, um argumento que é relevante (e aplicável na cosmologia atual) pra delimitar a Muralha, que é o fato de ela ter sido descrita como "a mais alta vibração antes que alguém adentre o Infinito (Fonte)". Na DC, tudo é fragmentado por níveis vibracionais, seja paralelamente em um mesmo espaço (como universos paralelos funcionam em um mesmo espaço-tempo) ou até mesmo camadas da realidade descritas como puramente matemáticas, espirituais e abstratas (em resumo, todo o Divino Contínuo funciona com vibrações/frequências), e como a definição geral de "vibração" é intuitivamente muito assimilável ao sistema físico-matemático que trabalhamos como um todo eu entendo que superficialmente é fácil conectar com limitação, mas é uma falsa inferência absurda assumir que, mesmo que isso seja verdade, a Muralha ser trabalhada como limite DO padrão vibracional não implica em toda a Criação necessariamente fazer parte desse mesmo padrão. Como exemplo, durante a construção da Crise Sombria nós tivemos a revelação de que a Terra-Ômega guardava um fragmento ancestral da própria Grande Escuridão, que existia além de toda e qualquer vibração, e esse mesmo potencial foi usado pelo Pariah pra consumir toda a Criação e a própria Luz durante o evento (é o contexto da própria saga). Isso não muda, no entanto, o fato de que esse nível estava dentro da Criação, como uma espécie de anomalia, e essa mesma propriedade da Terra-Ômega também foi mostrada em "Infinite Frontier: Secret Files #6", onde ela existia fora e além de todas as coisas, de todas as iterações da realidade e versões da cosmologia. Na verdade, esse reducionismo se torna ainda mais problemático no contexto atual de "DC K.O", onde o Darkseid se desconectou de absolutamente toda a cosmologia e criou sua própria dentro da Criação, fora de todas as vibrações e inacessível, cosmologia essa que inclusive tem internamente material para Transcendente (posso elaborar se necessário, mas o próprio "Universo Absoluto" seria completo em si).
Outro exemplo é o Jardim das Sombras, que existe fora de todo o padrão de frequências e é puramente conceitual, formado por matemática imaginária (irei discorrer sobre no próximo texto), e na verdade até as Shadowlands foram citadas como fora do padrão, sendo descritas como algo que não existe como parte desses "incontáveis níveis da realidade". Esses exemplos mostram como essa lógica dedutiva não é verossimilhante com a obra, e mesmo que as Shadowlands (por exemplo) não sejam objetivamente um nível Transcendente, isso não muda o fato de não estarem incluídas no padrão vibracional, o que só evidencia que a abstração de tal não é impossível e acaba por ser uma inferência forçada.
Por fim, eu também não vejo como coerente o reducionismo de "vibração" como obrigatoriamente parte do mundo físico, e eu também delego essa parte à quem quiser refutar essa elaboração (pois, nesse caso, o ônus não é meu e irei provar). Como eu já citei acima, temos diversos níveis da existência que são vibracionais e não necessariamente seriam descritos por constantes atreladas à fisicalidade, vou deixar algumas informações breves:
Como podem ver, enquanto os níveis mais baixos das 26 camadas do SpectraVerse seriam aplicáveis dentro do sistema físico-matemático, eu não vejo de que forma isso é necessariamente verdade em uma camada mais alta como, por exemplo, um descrito "reino espiritual, puramente metafísico, tão fundamental que é possível literalmente pisar em conceituais leis imutáveis da natureza e formas matemáticas" (reino esse que inclusive existia logo antes da última camada vibracional, a Muralha da Fonte). Isso não só é cosmologicamente além do Divino Contínuo (o que corrobora com toda a construção sobre transcender espaço-temporalidade), mas também não tem nenhuma definição atrelada às constantes físicas elaboradas pelo sistema dimensional, e seria um exemplo das situações em que ser um nível vibracional na ficção não necessariamente significa ser uma vibração relativa ao espaço, e é parte da liberdade criativa que tanto preservamos. Eu poderia falar sobre camadas metanarrativas e discorrer sobre megalomanias metafictícias aqui até cansar o leitor para provar meu ponto, mostrando que existem até "meta-vibrações", mas isso é desnecessário uma vez que sinto que os exemplos citados foram o suficiente, e novamente reservo essa possibilidade para um eventual contra-argumento.

◼️ALÉM-CRIAÇÃO (e Overvoid):​

Uma das formas de definir o que é o "escopo" da Criação é falar sobre o que existe além dela pra trabalhar a propriedade do que se extrai no nivelamento mínimo, e essencialmente, o que existe de imediato para além não só da principal, mas também todas as infinitas Criações que existem, é o próprio Overvoid. Portanto, sendo ele o "passo" imediato após de abstrair e transcender a Muralha da Fonte, discorrer sobre como sua essência é absolutamente indefinível por noções espaço-temporais e qualquer coisa relativa aos elementos da Criação já solidifica como cada sistema criacional é essencialmente autossuficiente (pois não existe conexão pra se agarrar nele enquanto Vazio não-dual). Por isso, irei definir esse tópico final em duas categorias: a primeira tratando de porque cada Criação é por si um sistema suficiente pra tomar como critério para Transcendente, e a segunda sobre como o Overvoid e sua essência TD mata o assunto proposto.

  • CRIAÇÕES E SISTEMAS FECHADOS:
Esse tópico já foi muito discorrido no blog que citei várias vezes, e lá temos a elaboração sobre como todas as Criações são totalmente separadas, não relacionadas, sem nenhuma conexão, quase como se fossem infinitas obras diferentes no espaço criativo infinito (Overvoid), com suas próprias cosmologias trabalhadas dentro da DC como um todo. Os Super Celestiais, as "Mãos" da Fonte, surgem para criar seus próprios sistemas e desenvolver eventuais seres dignos de participar do processo de ascendência infinita que existe permeando o ciclo emanacionista da existência, e esse é o motivo pelo qual as Mãos em especial nascem, função essa que a Perpetua (mesmo sendo só uma recém-nascida no nível mais baixo da hierarquia omniversal, como foi descrita) alienou e fugiu. A própria raça dos Super Celestiais é fundamentada em uma jornada infinita, onde um desses super-seres nasce, gera sua existência e se entrega com ela, "morrendo" com sua obra, morte essa que na verdade significa transcender pra um novo grau de ascensão na hierarquia (outro conceito que irei desenvolver melhor depois, muito conteúdo cruzado em um texto só). Dentre as Criações, um dos maiores crimes é justamente "vasculhar" além de sua alçada e invadir as cosmologias alheias, mas isso é possível porque por definição nenhuma Criação é fechada, e a existência da Muralha fechando toda a Criação só se deu pela deturpação de Crise da Perpetua. A partir do "lugar reservado" dentro da essência infinita e "impreenchível" do Overvoid é que todas as Criações surgem, em Ex Nihilo, sendo extraídas do "nada local" (no contexto da Criação principal, seria Mãe-Noite) a partir dos materiais fundamentais reunidos pela Fonte (as Forças da Criação), possivelmente possibilitados pela Deep Change (novamente, leiam o blog). Apesar de serem materiais padronizados a fim de gerar energia conectiva, eles não se interconectam entre as Criações, o Inconsciente Coletivo que a Hécate representa por exemplo não existe para além de seu sistema. Agora, como exatamente se dá a dinâmica entre elas? Podemos ver isso sendo abordado na cosmologia atual em "The Dreaming", que ocorre após a destruição da Muralha da Fonte e é do mesmo escritor da HQ atual do Flash (de onde tirei boa parte das informações, vale ressaltar). O contexto da história se dá, em resumo, pela partida de Daniel Hall da Criação. Ele se cansa de tudo, pega o Ovo Mundano (o mesmo das histórias clássicas de "Sandman") e foge da Criação por completo. Nesse momento, o Ovo choca e gera uma Criação própria, e Daniel Hall vai para um sistema completamente novo, com a seguinte descrição:


Essa história se finaliza na #20 da mesma run, em que temos o Daniel explorando a única forma de se conectar com sua Criação original novamente: utilizar os níveis emanacionistas mais profundos para se reconstruir como parte dela do zero. No começo desse capítulo e ao longo de outros temos Simon Spurrier trabalhando o conceito cabalístico da Árvore da Vida, e a própria essência do Sonho dos Perpétuos sendo desdobrada e "reemanada" por todas as coisas: do Kether, a "Realidade das Realidades", ele nasce. Em Chokmah, seu senso de intelecto e individualidade renascem. Em Binah, sua essência ganha significado novamente. Em Hesed, redescobre o próprio conceito de amor. Em Netzach, seu espírito... Através de todas as Sephiras ele refaz seu ser, até que em Yesod ele volta a ganhar forma enquanto conceito e personagem, e finalmente alcança Malkuth. Na cosmologia cabalística, Malkuth é o próprio mundo físico emanado, e na DC essa Sephira seria a própria Criação, o sistema existencial pro qual Daniel voltou. Todas as esferas da Árvore da Vida seriam por definição o que interconecta todas as Criações e o próprio conceito de Malkuth enquanto "modelo de Criação", o ápice desse sistema de ascendências emanacionistas infinitas, e apenas a partir dessa abrangência onipresente da Árvore ele foi capaz de se reconectar com o sistema anterior. Por definição, os sistemas (entenda "sistema" como "Criação") são todos suficientes por si, com suas noções de espaço, tempo, forças fundamentais e diversas outras que definem a noção de "totalidade", e mesmo que a Criação principal seja provavelmente a mais complexa dentre todas, isso não muda esse status.
Coincidentemente, tivemos outra situação que pode indicar uma eventual repetição do que aconteceu com Daniel Hall (e pelo mesmo escritor), e que vale ser citada aqui. Na atual história, a Deep Change gerou uma espécie de "filho" (explicação a partir de 17:40 sobre ser uma definição absurdamente reducionista, e o próprio escritor não quis dizer ao certo se é uma espécie de "mitose cósmica" ou um processo de ascendência existencial gerando um equivalente antes de evoluir pro próximo grau de existência), e esse filho foi chamado como "a semente de um novo Tudo", potencialmente proporcional à força que o gerou (que foi descrita como totalmente acima dos conceitos de espaço e tempo, sonhando ambos). Isso indica ainda mais que existem "totalidades" através do Overvoid, e que elas são per se parâmetros completos para referenciar um nível Transcendente mesmo se isoladamente superadas.
Novamente, peço que os eventuais críticos me ajudem a elucidar como isso seria falho, demonstrando ou que essas situações não eram totalidades suficientes, ou a conectividade entre as Criações que impeça de considerar todas como produtos perfeitamente plenos.

  • ESSÊNCIA ATEMPORAL/AESPACIAL DO OVERVOID:
Para finalizar esse primeiro texto de "assentamento de debate", irei elaborar brevemente o que é o Overvoid e como ele se relaciona com as Criações. Como eu elaboro (novamente) no blog, o surgimento da Luz e consequentemente do Overvoid é a origem da DC enquanto editora, e enquanto a função do mesmo seria ser o espaço criativo onde os materiais fictícios são criados, a "Falha" gerada pela Grande Escuridão maculando a perfeição de unidade da Mente Monitora é a origem da própria DC (mesma scan), ou seja:

Antes da Falha, não existia nada. Nenhum aspecto limitante, não apenas conceitos básico como tempo ou espaço, mas os próprios conceitos de narrativa, história e informação que fundamentam todo o ser e os arquétipos perfeitos onde tudo foi fundamentado. A diferença entre a Grande Escuridão e o Overvoid é que a primeira é a ausência absoluta de todo o ser ontologicamente, enquanto o segundo é o "espaço em branco" que possibilita que tudo exista. Mesmo em elaborações passadas, antes da inserção da Grande Escuridão sendo a causa da Falha, Grant Morrison já definia a Fonte como "Ain Sof Aur", e o Overvoid seria Ain Sof, o espaço criativo pleno por onde ASA canaliza sua infinita Luz na cosmogonia cabalística. Todas as histórias, o conceito onipresente de informação que permeia tudo, todos esses elementos só podem vir-a-ser porque o Overvoid possibilita o "onde" (definição metafórica) isso acontecerá. Mesmo os níveis Transcendentais da existência como a hierarquia omniversal, que criam e moldam a fábrica e os conceitos de espaço e tempo, são essencialmente informação expressa no nível mais profundo, idéias, e o Overvoid é a absoluta abstração e transcendência disso tudo, porque é o que permite que tudo isso surja. Indo além disso, é interessante ressaltar também sobre como toda a Falha é absolutamente infinitesimal em comparação com ele, e na verdade (além disso, porque "infinitesimal" ainda mostra conectividade) nula ante a grandiosidade da Mente Monitora. Em uma entrevista, Scott Snyder declara que o Overvoid é o mesmo Vazio apresentado no final de "Lúcifer (2000)":

36:17

Nesse capítulo, temos uma descrição simples e interessante sobre a natureza do Vazio: como ele é um infinito pleno, não importa "como" está sendo preenchido, porque tudo é finito ante a sua natureza, e no final a quantidade dessa essência infinita que está sendo preenchida com a existência do Omniverso e todo o trabalho dos Super Celestiais seria ZERO. Mesmo o Divino Contínuo, os eventuais níveis Transcendentais da Criação principal e todas as outras infinitas que existem, tudo isso preenche nada. Isso se dá porque o Overvoid é o "espaço criativo perfeito", e a DC nunca terá um limite pro que pode criar, sempre vai existir espaço pra voltarem a escrever sobre uma história nova, ou até mesmo uma série ou filme novos (já que, a nível de curiosidade, o Overvoid também é trabalhado nas mídias live-action). Todos os produtos fictícios ali derivados são só quantificações que não preencher algo que é qualitativamente além dessa alçada. Agora, como isso se relaciona com o tópico geral? O argumento é simplesmente que, como eu disse, o que existe de imediato além das Criações é o Overvoid, e por ele ser um "meta-vazio" pleno que não detém propriedades existenciais de forma limitante, não existe nada nele que conecta Criação X com Criação Y, ele é simplesmente um espaço criativo perfeito onde elas vão existir em si. Por isso, um ser que transcende toda a Criação principal, por exemplo, não tá ascendendo pra um novo grau de espaço-tempo, simplesmente porque o Overvoid não tem nenhum grau disso em sua composição, essas constantes físicas seriam só desdobramentos emanados por algo abaixo dele (vide Deep Change), que no nível mais essencial seriam só narrativa e informação sendo expressas pela possibilidade que a Mente Monitora concede. O mesmo se aplica a qualquer outra Criação, porque somada com a elaboração acima sobre todas terem forças e elementos autossuficientes, a abstração plena do Overvoid impede a conectividade entre as mesmas, e isso reforçaria ainda mais como cada sistema é total per se.

◽CONCLUSÃO:​

Considerando que esse texto tinha a intenção de elaborar "a partir de onde" algo seria Transcendente na cosmologia atual da DC Comics, o próximo será explorando todos os níveis, reinos, personagens e colocações em geral derivados disso. Agora, apenas passando um "pente fino" no texto em geral:

  1. O limiar para o Transcendente deveria ser o Divino Contínuo, essa é a proposta mais coerente ao meu ver. Caso isso seja refutado por alguém, revisaremos como seria a implicação disso com a Muralha da Fonte, que considero um limiar exagerado, mas é minha opinião baseada no que elaborei (e outras razões que adicionarei se necessário).
  2. Todas as Criações são sistemas fechados, independentes e suficientes. Todos que escalam com alguma delas isoladamente seriam upados devidamente.
  3. Ser um nível vibracional não necessariamente implica em limitação, e nem tudo que existe na Criação é obrigatoriamente vibracional. São duas inferências falhas.
  4. O Overvoid existe absolutamente extraído de toda e qualquer limitação relativa a espaço, tempo, informação e narrativa, sendo (pelo contrário) algo cuja mera existência possibilita tudo isso.
  5. A Muralha da Fonte deveria ser uma estrutura além do sistema físico-matemático.
 
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Sato ⚡︎

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Excelente, Yuri. Fiz a leitura completa e concordo com todos os pontos apresentados, o aprofundamento cosmológico está excelente para essa definição do transcendente nos termos da DC. Reitero que esse teto precisa ser colocado exclusivamente para DC (como você mencionou no começo), pois a maioria das outras obras fictícias não possuem essa escala dimensional tão elevada.

Também não lembro de nenhuma inconsistência em relação ao Divino Contínuo. Parabéns, ficou ótimo
 

victor

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Parece-me bem sólido, mas acho que seria melhor definir a muralha como o limite para a dimensionalidade. Mesmo fora disso, concordo plenamente com todo o resto.
 

guiwatami

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Excelente blog que você fez, deixou tudo bem explicadinho ate pra quem não tem conhecimento com Hq's. Li a revisão agora, então ate onde eu vi junto ao blog pra mim está tudo ótimo pra passar.
 

Alonik

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Sobre o divínuo contínuo até aqui eu concordo com tudo, mas irei fazer concessões de definições pelo bem da própria Wiki, (eu ainda não li tudo, estou lendo e escrevendo), mas:
• 5 - A reformulação que as Mãos trouxeram mudou e expandiu drasticamente a fábrica da Criação, e consequentemente a hierarquia dos níveis, resolvendo algumas eventuais problemáticas. A Sexta Dimensão, por exemplo, que originalmente não tinha conexão com espaço-temporalidade e era o ápice da cosmologia onde apenas os Irmãos da Criação reinavam, um reino que muitas vezes discutimos sobre ser Transcendente até mesmo na Wiki, foi reconstruída dentro da estrutura geral como uma espécie de nexus temporal (diferente da elaboração antiga, onde o próprio Hipertempo foi criado lá), e não é mais o topo da cosmologia como era quando foi apresentada inicialmente em 2019, tendo inclusive outros personagens surgindo lá (o que outrora era impossível), como o vilão desse arco de "World's Finest". Da mesma forma, a Esfera dos Deuses também foi trabalhada como interna ao Divino Contínuo, mas como o ápice, sendo apresentada como o nível mais alto do mesmo enquanto "espaço", enquanto o Ponto de Fuga seria o limite do tempo. Existe uma grande quantidade de estruturas que foram reestruturadas e realocadas pra encaixar na cosmologia atual (e na proposta do D.C.), e isso responde todas as eventuais problemáticas sobre níveis supostamente acima do Divino Contínuo que poderiam travar o fato de ele envolver qualquer derivação espaço-temporal. A Sexta Dimensão mesmo, hoje não passa de uma estrutura dentro da atual cosmologia vigente, muito abaixo de diversos níveis do SpectraVerse, Shadowlands, Jardim das Sombras e do próprio D.C. que o contém como parte de uma das infinitas estruturas potenciais.

Essa descrição aqui foi bem errado com as próprias scans que você apresenta, é só na parte dessa 6D não ser o topo cosmológico, mas é dito que ela contém tudo da cosmologia: What trail is there to possibly follow in a realm containing everything that ever was, is, or can be?
Eu só discordo dessa parte até aqui então, por que tu faz afirmações como se essa 6D tivesse abaixo de estruturas especificas, mas a gente vê que ela armazena de forma bem literal todas essas coisas como vista aqui nessa pagina, o espectra-verse em si é a ideia das cores (frequências do multiverso), e o mapa disso aqui é pintado dessa mesma forma, ao mesmo tempo a gente consegue ver as shadowlands lá atrás (só olhar o mapa com o eclipso), e também outras partes da esfera dos deuses aqui mais pra direita da scan.

A questão é que ela é ilustrativa, mas essas coisas estão ai contidas, tanto pela citação quanto pela ilustração. Fora isso concordo com tudo na seção do divino contínuo.


Existe, no entanto, um argumento que é relevante (e aplicável na cosmologia atual) pra delimitar a Muralha, que é o fato de ela ter sido descrita como "a mais alta vibração antes que alguém adentre o Infinito (Fonte)". Na DC, tudo é fragmentado por níveis vibracionais, seja paralelamente em um mesmo espaço (como universos paralelos funcionam em um mesmo espaço-tempo) ou até mesmo camadas da realidade descritas como puramente matemáticas, espirituais e abstratas (em resumo, todo o Divino Contínuo funciona com vibrações/frequências), e como a definição geral de "vibração" é intuitivamente muito assimilável ao sistema físico-matemático que trabalhamos como um todo eu entendo que superficialmente é fácil conectar com limitação, mas é uma falsa inferência absurda assumir que, mesmo que isso seja verdade, a Muralha ser trabalhada como limite DO padrão vibracional não implica em toda a Criação necessariamente fazer parte desse mesmo padrão. Como exemplo, durante a construção da Crise Sombria nós tivemos a revelação de que a Terra-Ômega guardava um fragmento ancestral da própria Grande Escuridão, que existia além de toda e qualquer vibração, e esse mesmo potencial foi usado pelo Pariah pra consumir toda a Criação e a própria Luz durante o evento (é o contexto da própria saga). Isso não muda, no entanto, o fato de que esse nível estava dentro da Criação, como uma espécie de anomalia, e essa mesma propriedade da Terra-Ômega também foi mostrada em "Infinite Frontier: Secret Files #6", onde ela existia fora e além de todas as coisas, de todas as iterações da realidade e versões da cosmologia. Na verdade, esse reducionismo se torna ainda mais problemático no contexto atual de "DC K.O", onde o Darkseid se desconectou de absolutamente toda a cosmologia e criou sua própria dentro da Criação, fora de todas as vibrações e inacessível, cosmologia essa que inclusive tem internamente material para Transcendente (posso elaborar se necessário, mas o próprio "Universo Absoluto" seria completo em si).
Outro exemplo é o Jardim das Sombras, que existe fora de todo o padrão de frequências e é puramente conceitual, formado por matemática imaginária (irei discorrer sobre no próximo texto), e na verdade até as Shadowlands foram citadas como fora do padrão, sendo descritas como algo que não existe como parte desses "incontáveis níveis da realidade". Esses exemplos mostram como essa lógica dedutiva não é verossimilhante com a obra, e mesmo que as Shadowlands (por exemplo) não sejam objetivamente um nível Transcendente, isso não muda o fato de não estarem incluídas no padrão vibracional, o que só evidencia que a abstração de tal não é impossível e acaba por ser uma inferência forçada.
Aqui eu não posso mais discordar de todos esses textos. Primeiro, o fragmento existir "além de tudo", nas próprias scans que você trás de contexto mostra que isso é uma visão limitada do próprio Pirata Psíquico que achou que estava fora de tudo, por ter chegado no branco. Mas como o Darkseid aponta, ali não é isso, ali é a Terra Omega, o local onde está no fim de todas as coisas. Mostrando que ali é onde a Equação da Anti-Vida se manifesta, como sabemos o próprio fim do Multiverso em si.

A outra é arte da Shadowlands, é descrito que o local não era "it merely one of your", e que também não seria ainda dentro desse "meramente", 'a plane of darkness [...]', ele não tá dizendo que não é isso, ele tá falando que isso é muito mais do que apenas isso, ele diz "now i know better", então descreve que isso como sendo a própria essência do eclipso. Pelo menos por essa scan não condiz com o que tu descrever, como "não existe como parte", sendo que isso nem é indiciado no subtexto aqui.

Agora sobre a Terra Omega, tu não precisa argumentar que ela tá fora de tudo, eu discordo MUITO disso, em Death Metal é deixado claro que ela tá no centro do Multiverso junto com a Terra Alfa substítuido a centralidade da terra principal do multiverso.

Eu não discordo necessariamente que a Grande Escuridão não tenha frequências multiversais, mas eu não acho que isso seja uma ideia central pra balança cosmológica, Terra Omega é um fragmento da Grande Escuridão, mas mesmo assim foi purificada através de puro padrão vibracional. Eu só to apontando que não vejo isso significando algo cosmologicamente aqui pra transcendental ou limitado, só é um neutral grounds se assim podemos chamar.

Além de que o Universo Absoluto tá dentro da Terra Alfa, que por sua ventura é um dos centros multiversais do Divino Contínuo, elas ainda estão limitadas pelo próprio primeiro tópico que concordamos.

Sobre os restos deu até preguiça de avaliar sintáticamente cada coisa, tu não decide se por exemplo as Shadowlands é uma vibração, ou se é uma "vibração que não é definida por física", ou a enfase em adicionar no seu texto que "Está além de todas as vibrações" sendo que nem é dito isso nas scans. Só to neutro com o resto, pra mim tanto faz, não vou discordar, mas também não vou aceitar.


Sobre a parte do Overvoid e da Conclusão, concordo com quase tudo exceto as coisas que comentei acima e que tu só retifica na conclusão. Ainda acho que pra considerarmos o que tu tentou apontar a Muralha deveria até ter uma definição nova, e não ter uma verossímilhança com o mesmo que tu definiu pro Divino Contínuo; sendo a frequência mais alta do multiverso, e o próprio espaço delimitador que fecha a criação pro nível transcendente além dela.
 

Matheuz08

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Sobre o divínuo contínuo até aqui eu concordo com tudo, mas irei fazer concessões de definições pelo bem da própria Wiki, (eu ainda não li tudo, estou lendo e escrevendo), mas:

Essa descrição aqui foi bem errado com as próprias scans que você apresenta, é só na parte dessa 6D não ser o topo cosmológico, mas é dito que ela contém tudo da cosmologia: What trail is there to possibly follow in a realm containing everything that ever was, is, or can be?
Eu só discordo dessa parte até aqui então, por que tu faz afirmações como se essa 6D tivesse abaixo de estruturas especificas, mas a gente vê que ela armazena de forma bem literal todas essas coisas como vista aqui nessa pagina, o espectra-verse em si é a ideia das cores (frequências do multiverso), e o mapa disso aqui é pintado dessa mesma forma, ao mesmo tempo a gente consegue ver as shadowlands lá atrás (só olhar o mapa com o eclipso), e também outras partes da esfera dos deuses aqui mais pra direita da scan.

A questão é que ela é ilustrativa, mas essas coisas estão ai contidas, tanto pela citação quanto pela ilustração. Fora isso concordo com tudo na seção do divino contínuo.

Então, vamos lá. Eu irei me alongar desnecessariamente em algumas partes, mas aviso de antemão que isso é porque estou usando os teus questionamentos pra aprofundar a explicação em algumas que não tive espaço pra descrever melhor no texto inicial (pois senão desvirtuaria tudo). Por isso, entenda que se eu desviar um pouco não é um espantalho, vou deixar claro nas partes que não estiver respondendo você diretamente. Enfim, começando:

Sobre a Sexta Dimensão, sim, é dito que ela contém "tudo que foi, é e vai ser", mas eu não discordo disso, pelo contrário, concordo e até coloquei que ela seria uma espécie de "nexus espaço-temporal" englobando tudo. A questão é que a scan indica que essa fala é objetivamente sobre o que está dentro do escopo da espaço-temporalidade, por isso pra mim ela é o topo da cosmologia relativa à isso, e não vejo como limitante pra alguma potencial camada fora de tal (como, por exemplo, talvez o Inconsciente Coletivo e o Jardim das Sombras, que são os dois níveis que considero potencialmente além do Divino Contínuo). Não é como se tivesse sido dito claramente algo que posicionasse ela obrigatoriamente como "o topo da Criação" ou semelhante, até porque se fosse o caso ela seria o nível logo antes da Muralha, e não a última camada do Spectraverse. Eu não desenvolvi muito esse tópico porque, como falei, eram muitos assuntos pra discorrer profundamente, mas pra ajudar a concluir, vamos para as informações que temos recentemente sobre (não são muitas):
Aqui, temos duas interpretações possíveis. A primeira é sobre o fato de que, curiosamente, em NENHUM momento é dito objetivamente que a Sexta Dimensão é limitada ao tempo diretamente, apenas que "lida com" ele, que é onde ele converge inteiramente, etc. É possível interpretar (forçando a barra) que, por exemplo, isso acontece pelo Hipertempo ter sido criado lá, e que as possibilidades temporais em si seriam sobre a Quinta existindo na Sexta, Quinta Dimensão essa que aí sim estaria limitada temporalmente, enquanto a Sexta seria um reino onde o tempo reside, mas não o limita. A segunda é que ela é simplesmente o nexus espaço-temporal mesmo, onde tudo converge e essa é a natureza do Reino. Eu pessoalmente vejo mais sentido na segunda, acredito que você também, e assumindo ela, podemos colocar que a Sexta Dimensão é o ápice da temporalidade nessa iteração do Omniverso, mas enquanto as três dimensões citadas temporais (o que combina com a proposta clássica do Hipertempo de tempo linear, plano e cúbico, vale ressaltar) seriam a totalidade do tempo, aqui abrimos um debate sobre potenciais dimensões espaciais acima das três convencionais, e eu queria abordar isso mais pra frente (porque existem diversas informações sobre isso ser incoerente), então congelarei esse tópico em específico até que resolvamos esse primeiro texto geral sobre o Transcendente (podemos falar sobre isso logo em seguida).

Por fim, sobre a Esfera dos Deuses e as Shadowlands, eu não discordei que estariam abaixo do Divino Contínuo (falo D.C. porque a Sexta Dimensão seria o ápice da dimensionalidade temporal com o tempo cúbico), mas esse paralelo entre as cores do Spectraverse e a representação da 6D não fez nenhum sentido pra mim. Sim, o Spectraverse é representado como um espectro de vibrações seguindo a oscilação de cores de um arco-íris, mas isso se dá porque aquela é simplesmente a oscilação do espectro eletromagnético real mesmo, usar isso pra correlacionar com tudo ser obrigatoriamente limitado pela Sexta Dimensão só por uma imagem colorida é non-sense. Eu não seria objetivamente contra o Spectraverse ser em boa parte interno ao Divino Contínuo, mas não por esse motivo, e é bem discutível.


Aqui eu não posso mais discordar de todos esses textos. Primeiro, o fragmento existir "além de tudo", nas próprias scans que você trás de contexto mostra que isso é uma visão limitada do próprio Pirata Psíquico que achou que estava fora de tudo, por ter chegado no branco. Mas como o Darkseid aponta, ali não é isso, ali é a Terra Omega, o local onde está no fim de todas as coisas. Mostrando que ali é onde a Equação da Anti-Vida se manifesta, como sabemos o próprio fim do Multiverso em si.

Na verdade... ali não era a Terra-Ômega ainda não. Quando o Pirata Psíquico "rasga tudo" e vai pro espaço branco, o que ele vê é o Darkseid usando justamente o fragmento pra acessar a Escuridão fora de tudo, e apenas após o Darkseid teleportar ele (representado pelo "BOOM!", o tubo de explosão como tu já bem sabe) ele alcança a Terra-Ômega de fato. Inclusive, a fala do PP pra ele é:

"O-Outside all of it. There you WERE. How?"

O "were" é porque o Darkseid estava espreitando além de tudo, na Escuridão, e depois voltou com o Pirata pra Terra-Ômega. Quando eu falo sobre a propriedade dela de existir além de todas as coisas eu estou falando dessa capacidade que o Darkseid aproveitou, de usar o fragmento dormente lá pra "sair de tudo" e depois voltar. Sim, a Terra-Ômega existe no fim de todas as coisas, mas ALÉM de todas as coisas reside a Escuridão também, espreitando fora de tudo, são colocações distintas. Por isso, meu ponto é que existir uma anomalia de tal porte DENTRO da Criação evidencia um problema nessa sistematização de camadas obrigatoriamente limitantes, mas não necessariamente sobre a T-O ser tal.

A outra é arte da Shadowlands, é descrito que o local não era "it merely one of your", e que também não seria ainda dentro desse "meramente", 'a plane of darkness [...]', ele não tá dizendo que não é isso, ele tá falando que isso é muito mais do que apenas isso, ele diz "now i know better", então descreve que isso como sendo a própria essência do eclipso. Pelo menos por essa scan não condiz com o que tu descrever, como "não existe como parte", sendo que isso nem é indiciado no subtexto aqui.

Agora sobre a Terra Omega, tu não precisa argumentar que ela tá fora de tudo, eu discordo MUITO disso, em Death Metal é deixado claro que ela tá no centro do Multiverso junto com a Terra Alfa substítuido a centralidade da terra principal do multiverso.

Sobre a T-O, já foi esclarecido acima. Quanto às Shadowlands, o contexto não é só isso, foi um resumo simplista. Essa run inteira trata as frequências alternativas e todo o sistema de frequências do Spectraverse (por exemplo) como um sistema de camadas, de níveis sobrepostos da realidade – e como é descrito na mesma HQ: "não meros universos paralelos ou qualquer ideia multiversal banal, e sim dimensões cosmológicas completas" – que compõem o padrão vibracional (ao qual o Spectraverse faz parte), mas as Shadowlands não foram criadas pra fazer parte disso, elas são como você bem falou a própria essência do Eclipso que tomou forma e virou um reino próprio, e o contexto aí é precisamente sobre esse reino ser uma anomalia na ordenação das incontáveis camadas vibracionais. Isso não significa que ela não tem dimensionalidade, até porque a fala do Eclipso só diz respeito ao espaço-tempo convencional, mas é justamente isso que prova a falta de concomitância obrigatória entre as duas coisas.

Eu não discordo necessariamente que a Grande Escuridão não tenha frequências multiversais, mas eu não acho que isso seja uma ideia central pra balança cosmológica, Terra Omega é um fragmento da Grande Escuridão, mas mesmo assim foi purificada através de puro padrão vibracional. Eu só to apontando que não vejo isso significando algo cosmologicamente aqui pra transcendental ou limitado, só é um neutral grounds se assim podemos chamar.

Tudo bem, meu ponto segue a mesma proposta essencialmente, eu não acho que transcender vibrações necessariamente implique em ser Transcendente, mas também não acho que ser vibracional ou interagir com em algum nível impede de ser TD também. Eu pontuaria que no caso do fragmento da Grande Escuridão aí não foi exatamente só pelo padrão vibracional, e sim pela conexão da Kimiyo com a Luz, mas ainda assim não nega a interação e o teu ponto central. Concordo sobre ser um "neutral ground", e acho que isso conclui boa parte do debate.

Além de que o Universo Absoluto tá dentro da Terra Alfa, que por sua ventura é um dos centros multiversais do Divino Contínuo, elas ainda estão limitadas pelo próprio primeiro tópico que concordamos.

Sim, o Universo Absoluto é originalmente a Terra-Alpha mesmo, um dos dois centros do Omniverso atual*, mas vale pontuar que o debate nesse tópico é um tanto mais profundo que isso (e a partir daqui, como eu avisei no começo, nessa parte sou eu aproveitando a deixa pra explicar mais a cosmologia, não interprete como toda uma resposta direta ao seu argumento). Depois que o Darkseid se isolou no final do "All-In Special" ele alterou a natureza do UA completamente, e ele passou a ter uma organização cosmológica própria, desconectada de todo o resto, assim como o universo principal foi atualmente desconectado de todo o resto e virou um sistema fechado (só contextualizando, isso não significa muito), mas nesse caso muito maior. O Espectro Emocional lá, por exemplo, funciona de uma forma completamente distinta e não tem os mesmos graus do tradicional (trabalhando com níveis de profundidade), bem como a Speed-Force, mas o mais importante é abordado em "Absolute Martian Manhunter", onde é elaborado os seguintes tópicos:
Naturalmente, mesmo que não seja nada tão absurdo, isso claramente vai além do escopo de um simples universo tradicional. De início, foi assumido que não estava totalmente separado porque hipoteticamente o Gladiador Dourado teria alcançado o UA via táquions, mas o mais recente capítulo da HQ do Superman só confirmou que ele não foi pra lá, e sim pro futuro do próprio universo, porque o UA era realmente impenetrável. Por fim, como eu elaborei antes, todos os sistemas têm uma espécie de "nada local" de onde eles nascem, e o Darkseid é elaborado como exatamente isso nessa cosmologia, o que me faz tomar ela como algo realmente distinto do resto. Em um determinado momento na história temos o John e o Marciano viajando através da existência, até eles perceberem que Darkseid é tudo: pré-Criação, antes da luz, ele estava lá como um oceano infinito de escuridão. Após o fim, pós-existência, ele estará lá. Ele é o "sonhador obsceno" que emana todo aquele sistema da palma da mão, e tudo ali é ele, do começo até o fim.
Uma Terra comum não tem toda essa complexidade, e mesmo isso ainda fazendo parte do sistema geral da Criação, é uma anomalia que não se relaciona com nada em relação ao resto do Omniverso. Por isso eu pontuei, é um sistema interno ao sistema maior, e com potencialmente uma construção Transcendente que seria englobada (a natureza do Seid) pelo todo.



Sobre os restos deu até preguiça de avaliar sintáticamente cada coisa, tu não decide se por exemplo as Shadowlands é uma vibração, ou se é uma "vibração que não é definida por física", ou a enfase em adicionar no seu texto que "Está além de todas as vibrações" sendo que nem é dito isso nas scans. Só to neutro com o resto, pra mim tanto faz, não vou discordar, mas também não vou aceitar.

Sobre a parte do Overvoid e da Conclusão, concordo com quase tudo exceto as coisas que comentei acima e que tu só retifica na conclusão. Ainda acho que pra considerarmos o que tu tentou apontar a Muralha deveria até ter uma definição nova, e não ter uma verossímilhança com o mesmo que tu definiu pro Divino Contínuo; sendo a frequência mais alta do multiverso, e o próprio espaço delimitador que fecha a criação pro nível transcendente além dela.

As Shadowlands ao meu ver não seriam uma vibração, justamente por não serem parte do sistema convencional, e sim uma anomalia gerada separada da estruturas dos "incontáveis níveis da realidade" (que a HQ elabora como o padrão vibracional), mas ainda assim estariam limitadas por alguma escala dimensional, diferente do Jardim das Sombras.

Sobre o final, se ao seu ver a Muralha for um referencial melhor tudo bem, mas gostaria de debater mais sobre isso especificamente.
 
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Pee

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Tem muito o que ler, vou tentar dar meu veredito antes de segunda.
 

gii

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Olha, lendo as argumentações de ambos, eu acredito que não concordo 100% com nenhum.
Acredito que sim, dentro da Muralha da Fonte possa haver estruturas Transcendentes, mas não que o Divino Contínuo (como foi proposto) seja a linha de base para estabelecer o que é ou não pertencente ao determinado tier. Na minha opinião, o Divino Contínuo não engloba somente até a Esfera dos Deuses (e que se ele fosse a linha de base, então tudo acima da Esfera seria Transcendente), já que tanto a Quinta Dimensão como a Sexta Dimensão eram consistentemente acima dessa estrutura da Esfera e atualmente elas estão configuradas como algo espaço-temporal, o que pode ser um indicativo do editorial ter estabelecido o alcance do Divino Contínuo (Pós-Snyder) para englobar estruturas que outrora não caberiam nessa definição atual do que é o espaço-tempo. Então assim, se fosse para escolher entre a Muralha da Fonte e o Divino Contínuo, eu iria de Divino Contínuo fora da concepção estabelecida na proposta de revisão, que visa limitar o alcance até à Esfera; já que minha visão é que tanto a Galeria como as Shadowlands seriam Transcendentes.
 

Pee

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Tenho uma dúvida: como vai funcionar a questão das chaves? Digo, caso a revisão seja aplicada, como que fica toda a cosmologia da DC antes do que tá sendo construido atualmente? Tem muitas versões diferentes do mesmo personagens e que não compartilham da mesma estrutura.

Vão ser considerados como retcons, terão estrutura de classificação própria ou a revisão vai ser aplicada pra todo mundo igualmente?
 

Cybermage

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  1. O limiar para o Transcendente deveria ser o Divino Contínuo, essa é a proposta mais coerente ao meu ver. Caso isso seja refutado por alguém, revisaremos como seria a implicação disso com a Muralha da Fonte, que considero um limiar exagerado, mas é minha opinião baseada no que elaborei (e outras razões que adicionarei se necessário).
  2. Todas as Criações são sistemas fechados, independentes e suficientes. Todos que escalam com alguma delas isoladamente seriam upados devidamente.
  3. Ser um nível vibracional não necessariamente implica em limitação, e nem tudo que existe na Criação é obrigatoriamente vibracional. São duas inferências falhas.
  4. O Overvoid existe absolutamente extraído de toda e qualquer limitação relativa a espaço, tempo, informação e narrativa, sendo (pelo contrário) algo cuja mera existência possibilita tudo isso.
  5. A Muralha da Fonte deveria ser uma estrutura além do sistema físico-matemático.
Vou comentar somente em relação a proposta do post por enquanto, porque foi o que eu li até o momento. Ainda pretendo ler os comentários e comentar o que eu acho dessa parte.

Enfim:

1. Acredito que as descrições sobre o Divino Contínuo são tão especificas quanto possível, obviamente ta tentando configurar ele como todo o ominiverso, todo o espaço e tempo. Então transcender ele seria o mesmo que transcender toda o espaço e temporalidade. Não é uma lógica muito difícil de acompanhar, e o jeito que foi elaborado deixou bem claro como isso funcionaria.

2. Realmente, cada criação funciona isoladamente. Não é para menos que vemos a destruição de todo o multiverso da WildStorm e o renascimento dela, e isso não afeta em nada o multiverso principal.

3. O sistema de frequências vibracionais realmente não é um conceito estritamente limitado a dimensionalidade. O conceito primal dele sempre foi ser como um tipo de "endereço" para cada remetente, como um jeito de se achar o caminho para cada coisa. Por exemplo, Wally queria mandar o Jay de volta para casa, para fora do Mundo Espelhado, e ele ia fazer isso mudando a vibração interna dele. E tem vários outros exemplos dessa manipulação vibracional ele sendo relacionada especificamente a planos existências e outras coisas que não tem a ver especificamente com espaço e tempo. O ponto mais fácil de se observar sendo referido a espaço e tempo é quando falam de multiversos e etc, e por causa disso pode ser compreendido que também tem a ver com Dimensionalidade, mas não é só sobre isso. Maior exemplo disso acontece em Flash do Simon Spurrier, quando ele faz elaborações bem especificas do que ele entende como tempo e espaço, e mesmo assim faz planos existenciais que possuem vibrações e são isentos de tempo ao mesmo tempo. Então entende-se que é um conceito bem mais amplo do que algo estrito a dimensionalidade, apesar de também englobar isso.

E concordo com os outros dois pontos também.
 

Matheuz08

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Olha, lendo as argumentações de ambos, eu acredito que não concordo 100% com nenhum.
Acredito que sim, dentro da Muralha da Fonte possa haver estruturas Transcendentes, mas não que o Divino Contínuo (como foi proposto) seja a linha de base para estabelecer o que é ou não pertencente ao determinado tier. Na minha opinião, o Divino Contínuo não engloba somente até a Esfera dos Deuses (e que se ele fosse a linha de base, então tudo acima da Esfera seria Transcendente), já que tanto a Quinta Dimensão como a Sexta Dimensão eram consistentemente acima dessa estrutura da Esfera e atualmente elas estão configuradas como algo espaço-temporal, o que pode ser um indicativo do editorial ter estabelecido o alcance do Divino Contínuo (Pós-Snyder) para englobar estruturas que outrora não caberiam nessa definição atual do que é o espaço-tempo. Então assim, se fosse para escolher entre a Muralha da Fonte e o Divino Contínuo, eu iria de Divino Contínuo fora da concepção estabelecida na proposta de revisão, que visa limitar o alcance até à Esfera; já que minha visão é que tanto a Galeria como as Shadowlands seriam Transcendentes.

Eu não sou objetivamente contra definir outro referencial do que seria o topo do Divino Contínuo, mas qual seria? O motivo pelo qual eu sugeri assumir este como sendo a Esfera dos Deuses é porque a representação do mapa aponta pra Esfera dos Deuses no lado espacial da mesma forma como aponta pro Vanishing Point no lado do conceito de tempo, e o Vanishing Point é precisamente o limite de todo o tempo, o nível mais alto da temporalidade, então consequentemente eu fiz um paralelo pra aplicar o mesmo pra SoG. Não tivemos muitas informações sobre escala de abrangência, então eu aceitaria outras sugestões sobre o topo da escala, mas como eu argumentei nos meus textos:

• 1 - O limiar do Divino Contínuo não pode ser a Muralha da Fonte.

• 2 - O referencial mínimo objetivo é a Esfera dos Deuses.

Qual estrutura/nível cosmológico entre esses dois polos você sugere que seja o referencial?
 

Matheuz08

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Tenho uma dúvida: como vai funcionar a questão das chaves? Digo, caso a revisão seja aplicada, como que fica toda a cosmologia da DC antes do que tá sendo construido atualmente? Tem muitas versões diferentes do mesmo personagens e que não compartilham da mesma estrutura.

Vão ser considerados como retcons, terão estrutura de classificação própria ou a revisão vai ser aplicada pra todo mundo igualmente?

A cosmologia atual, tal como tá sendo explicado no guia da história da DC que está sendo escrito pelo Mark Waid, é um resgate de toda a cronologia história da editora, desde o início até hoje. Logo, todas as informações passadas são relevantes se fizerem parte desse revamp, e por isso o que for antigo e não tiver tomado retcon direto vai continuar perfeitamente válido, enquanto coisas específicas que não encaixam existirão na própria classificação interna, ou seja, nenhum causa problema no outro.

Sobre os perfis, todos os eventos antigos e atuais são parte da mesma história, então fica tudo junto por via de regra, e analisamos retcons no caso-a-caso (vide Lucifer).
 

QuantumFable

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Exelente post, uma dúvida; vc considera
as infinitas emanações/vibrações apresentadas na hq do spurrier como possíveis eixos dimensionais?
 

Yoshizera

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Alguém tem mais alguma coisa para pontuar ou podemos seguir a revisão?
 
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