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Esta thread tem como objeto de discussão a atual posição do Oblivion na Marvel e também responder de forma direta o blog do Alonik onde o mesmo categoriza o Outside como a verdadeira forma da entidade.
Desde já, começo por cumprimentar os administradores/staffers da LP, e salvaguardar que essa thread, para além de pública, é também uma discussão acesa entre mim e o @Alonik – Discussão essa que foi provocada por outros contextos fora da wiki, especificamente em servidores do Discord, onde o qual(Alonik) defende a consistência ou, imutabilidade a respeito da posição do Oblivion na cosmologia atual e que a true form dele é todo o Outside, segundo o Al Ewing(em caso do mesmo desmentir envio prints das mensagens dele, com o mesmo estando consciente de que este seria o tópico do debate). Por outro lado, eu, Reece, defendo que houve sim alternâncias profundas relativamente ao personagem e que esses retcons não vão de encontro com a cosmovisão do DeMatteis. Porém, o tópico mais estruturante é se ele é ou não é o Outside. Eu não sei quem vai juizar, suponho que sejam os adms e mods, mas peço imparcialidade antes de tudo.
As minhas justificações para a conclusão – Oblivion não ser o Outside – parte do próprio Al Ewing em uma das redes dele falar, literalmente, que o Oblivion não é o Outside e usar o mesmo paralelo da praia não ser o mar, e também do próprio escritor posicionar, em Immortal Thor #2, a Far Shore como sendo o Ginnungagap ou vazio bocejante.
Enfim, minha primeira ideia foi criar uma linha cronológica mas decidi não perder tempo já que todo mundo conhece como o personagem foi conceitualizado na escrita do DeMatteis enquanto entidade que personifica o vazio, dando apenas uma breve revisada: Em sua primeira aparição, Iceman (1984)#3, ele é descrito ««como a personificação da não-existência, o vazio que existe antes e depois da criação, entre a vida e a morte e a morte seguida de renascimento. Entre o céu e o inferno. A sua verdadeira forma está além da forma e da substância. Todas as entidades desempenham funções no ''Drama Divino'' mas o Oblivion não tem nada»». Em Strange Tales (1998)#2, temos uma descrição mais abrangente do personagem, como sendo o próprio oceano imanifesto da criação, onde Deus dormiu em um sono tão profundo e sem sonhos que se esqueceu dele mesmo i.e o próprio inconsciente de Deus. The Mighty Thor (2012) Annual#2 a natureza do personagem é reforçada novamente como o nada, e o vazio de onde todas as coisas surgem, acionando também a filosofia da criação ser um sonho que borbulhou da consciência divina e que caso essa bolha estourasse, toda a criação voltaria para o esquecimento. E também o Mikaboshi sendo um aspecto infinitesimal do Oblivion.
Bom, isso foram tudo caracterizações do personagem que também foram referenciadas no blog do Alonik, agora, farei uma breve e desleixada introdução do conceito da ''Far Shore'' na Marvel e porquê a lógica do Al Ewing de retconar o Oblivion = Far Shore é coerente com o que desenvolveu gradualmente consoante os anos.
Remontamos ao ano de 2015 no aftermath de Secret Wars do Hickman, é nesse contexto que o Ewing reintroduz o Outside(segundo o mesmo era o White Space do Hickman) como zona de exploração, em Ultimates de 2016. Descrições a se considerar nessa HQ é o Outside ser efetivamente um ''reino'' fora da influência da Eternidade. Um vazio além da vida e além da morte. Uma perfeição maior que a Morte, e que não poderia existir enquanto a existência fosse um conceito. Também é nos revelado, no narrar da HQ, a existência de um ''Jailer'' nesse ''Outside'', que havia acorrentado a Eternidade, segundo o Conner Sims, fora do fluxo do tempo. Na continuação dessa run, ou seja, em Ultimates 2, é nos revelado que esse ''Jailer'' era o Primeiro Firmamento, que fugiu para a recém-introduzida Far Shore, descrita como as ''margens mais distantes do ser'', de onde o FF observou a morte e ressureição da Eternidade. Local onde as próprias iterações se reuniram para impedir a morte da Eternidade.
Em 2018, o conceito da ''Far Shore'' é introduzido novamente em Avengers: No Surrender, desta vez com as mesmas descrições que o Ewing usou para definir o Outside em que o Thanos estava no primeiro volume de Ultimates: Para a Far Shore, além de toda a vida e morte. Onde não há tempo, nem espaço, nem eu, e onde tudo pode morrer. A HQ também mostra que da Far Shore a Voyager consegue observar a continuidade de quadrinhos.
Com isto, quero dizer que o Ewing estava construindo e definindo gradualmente o conceito da FS e é de notar que o reino nunca havia sido citado formalmente no primeiro volume de Ultimates, o que antes era chamado de Outside em Ultimates de 2015 é reconceituado como a Far Shore em Ultimates 2, visto que ambos eram o mesmo local onde o Primeiro Firmamento estava atacando a Eternidade. O que era representado como o nada absoluto foi configurado como as margens mais distantes do Ser. E o que o escritor fez foi pega nas mesmas descrições que ele fez desse ''outside rudimentar'' e executou na Far Shore, o que no meu ver, foi o que fez ele concluir o Oblivion como sendo a Far Shore. Além do mais, essa conceitualização paradoxal da Far Shore ser um vazio mas possuir um grau de ser se encaixa com toda a descrição sobre o vazio possuir potencial e não ser inteiramente estéril. Daí o Oblivion ser esse vazio de onde tudo floresce. E obviamente tem mais descrições sobre a FS em HQ's posteriores, mas o que me é conveniente falar por agora é isso.
Enfim, interpretem isso como apenas uma apresentação do que se vai discutir nessathread, nada de muito elaborado porque a discussão mal começou. Pro meu oponente, eu espero que ele prove a razão pelo qual o Oblivion do DeMatteis ainda ser viável para os moldes atuais da Marvel, não no sentido dele ser o vazio de onde o multiverso surge, mas o próprio inconsciente de Deus; porquê que o Oblivion é todo o Outside i.e de fora da Eternidade até a Casa das Ideias e entre outras coisas que você falou no discord. Dependendo do desenrolar do debate, a gente tem um espaço pra fazer uma calistenia intelectual sobre esses conceitos sem desvirtuar o debate com ad hominem e etc.
Desde já, começo por cumprimentar os administradores/staffers da LP, e salvaguardar que essa thread, para além de pública, é também uma discussão acesa entre mim e o @Alonik – Discussão essa que foi provocada por outros contextos fora da wiki, especificamente em servidores do Discord, onde o qual(Alonik) defende a consistência ou, imutabilidade a respeito da posição do Oblivion na cosmologia atual e que a true form dele é todo o Outside, segundo o Al Ewing(em caso do mesmo desmentir envio prints das mensagens dele, com o mesmo estando consciente de que este seria o tópico do debate). Por outro lado, eu, Reece, defendo que houve sim alternâncias profundas relativamente ao personagem e que esses retcons não vão de encontro com a cosmovisão do DeMatteis. Porém, o tópico mais estruturante é se ele é ou não é o Outside. Eu não sei quem vai juizar, suponho que sejam os adms e mods, mas peço imparcialidade antes de tudo.
As minhas justificações para a conclusão – Oblivion não ser o Outside – parte do próprio Al Ewing em uma das redes dele falar, literalmente, que o Oblivion não é o Outside e usar o mesmo paralelo da praia não ser o mar, e também do próprio escritor posicionar, em Immortal Thor #2, a Far Shore como sendo o Ginnungagap ou vazio bocejante.
Enfim, minha primeira ideia foi criar uma linha cronológica mas decidi não perder tempo já que todo mundo conhece como o personagem foi conceitualizado na escrita do DeMatteis enquanto entidade que personifica o vazio, dando apenas uma breve revisada: Em sua primeira aparição, Iceman (1984)#3, ele é descrito ««como a personificação da não-existência, o vazio que existe antes e depois da criação, entre a vida e a morte e a morte seguida de renascimento. Entre o céu e o inferno. A sua verdadeira forma está além da forma e da substância. Todas as entidades desempenham funções no ''Drama Divino'' mas o Oblivion não tem nada»». Em Strange Tales (1998)#2, temos uma descrição mais abrangente do personagem, como sendo o próprio oceano imanifesto da criação, onde Deus dormiu em um sono tão profundo e sem sonhos que se esqueceu dele mesmo i.e o próprio inconsciente de Deus. The Mighty Thor (2012) Annual#2 a natureza do personagem é reforçada novamente como o nada, e o vazio de onde todas as coisas surgem, acionando também a filosofia da criação ser um sonho que borbulhou da consciência divina e que caso essa bolha estourasse, toda a criação voltaria para o esquecimento. E também o Mikaboshi sendo um aspecto infinitesimal do Oblivion.
Bom, isso foram tudo caracterizações do personagem que também foram referenciadas no blog do Alonik, agora, farei uma breve e desleixada introdução do conceito da ''Far Shore'' na Marvel e porquê a lógica do Al Ewing de retconar o Oblivion = Far Shore é coerente com o que desenvolveu gradualmente consoante os anos.
Remontamos ao ano de 2015 no aftermath de Secret Wars do Hickman, é nesse contexto que o Ewing reintroduz o Outside(segundo o mesmo era o White Space do Hickman) como zona de exploração, em Ultimates de 2016. Descrições a se considerar nessa HQ é o Outside ser efetivamente um ''reino'' fora da influência da Eternidade. Um vazio além da vida e além da morte. Uma perfeição maior que a Morte, e que não poderia existir enquanto a existência fosse um conceito. Também é nos revelado, no narrar da HQ, a existência de um ''Jailer'' nesse ''Outside'', que havia acorrentado a Eternidade, segundo o Conner Sims, fora do fluxo do tempo. Na continuação dessa run, ou seja, em Ultimates 2, é nos revelado que esse ''Jailer'' era o Primeiro Firmamento, que fugiu para a recém-introduzida Far Shore, descrita como as ''margens mais distantes do ser'', de onde o FF observou a morte e ressureição da Eternidade. Local onde as próprias iterações se reuniram para impedir a morte da Eternidade.
Em 2018, o conceito da ''Far Shore'' é introduzido novamente em Avengers: No Surrender, desta vez com as mesmas descrições que o Ewing usou para definir o Outside em que o Thanos estava no primeiro volume de Ultimates: Para a Far Shore, além de toda a vida e morte. Onde não há tempo, nem espaço, nem eu, e onde tudo pode morrer. A HQ também mostra que da Far Shore a Voyager consegue observar a continuidade de quadrinhos.
Com isto, quero dizer que o Ewing estava construindo e definindo gradualmente o conceito da FS e é de notar que o reino nunca havia sido citado formalmente no primeiro volume de Ultimates, o que antes era chamado de Outside em Ultimates de 2015 é reconceituado como a Far Shore em Ultimates 2, visto que ambos eram o mesmo local onde o Primeiro Firmamento estava atacando a Eternidade. O que era representado como o nada absoluto foi configurado como as margens mais distantes do Ser. E o que o escritor fez foi pega nas mesmas descrições que ele fez desse ''outside rudimentar'' e executou na Far Shore, o que no meu ver, foi o que fez ele concluir o Oblivion como sendo a Far Shore. Além do mais, essa conceitualização paradoxal da Far Shore ser um vazio mas possuir um grau de ser se encaixa com toda a descrição sobre o vazio possuir potencial e não ser inteiramente estéril. Daí o Oblivion ser esse vazio de onde tudo floresce. E obviamente tem mais descrições sobre a FS em HQ's posteriores, mas o que me é conveniente falar por agora é isso.
Enfim, interpretem isso como apenas uma apresentação do que se vai discutir nessathread, nada de muito elaborado porque a discussão mal começou. Pro meu oponente, eu espero que ele prove a razão pelo qual o Oblivion do DeMatteis ainda ser viável para os moldes atuais da Marvel, não no sentido dele ser o vazio de onde o multiverso surge, mas o próprio inconsciente de Deus; porquê que o Oblivion é todo o Outside i.e de fora da Eternidade até a Casa das Ideias e entre outras coisas que você falou no discord. Dependendo do desenrolar do debate, a gente tem um espaço pra fazer uma calistenia intelectual sobre esses conceitos sem desvirtuar o debate com ad hominem e etc.